Caça Menor      

 

 

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palmeira 
 

é Tomás de Figueiredo ( e não como refere o Confrade Luis Pacheco Tomás da Fonseca! desculpe lá o remoque, mas... para quem chama..nabo e mesmo... melão!? aos possuidores de 30.06...eh eh eh) , de um seu colega de curso, de escrita e de CAÇA, Fausto José, transcrevo o poema "Caçadores de Perdiz" do seu livro "É El-Rey que vai à Caça", o único livro de poesia cinegética da nossa literatura. Era assim que se caçava nas encostas do Douro como felizmente ainda pude comprovar "in illo tempore"!
(Os excertos foram extraídos do livro "Companheiros do Defeso" de Sérgio Paulo Silva que aconselho vivamente a todos os confrades)
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Quando entrámos no monte, amanhecia.
O Sol, congestionado,
Prometia calor...
Ao todo éramos seis,
Quatro espingardas,
Um batedor
E o moço dos farnéis.
O peito descoberto, os braços nus
O correão, à cinta, dos cartuchos,
De correias em cruz.
.................................................
Fomos logo direitos a um cabeço
para bater os altos;
E ali, formada a ala,
Todos em fila, à distância dum tiro,
Porque o monte esra chão como uma sala,
Os de cima atrasados
E os fundeiros sempre adiantados,
teve a caçada então o seu começo.,
.....................................................
"É andar, é andar!
pois o caminho é ara a frente,
E quem quiser que se aguente!..."

E prosseguimos lestos na batida,
Quando,
mesmo ao dobrar a ponta do cabeço
salta o primeiro bando
Que se enchoçara, ali, no mato espesso.
............................................................
Nove hora da manhã; pelas encostas
Nem uma aragem corre...Faz calor;
As frontes já reluzem de suor.
.............................................................
Levamos mais de cem à nossa frente!
Mas a perdiz, batida, não espera:
É vê-las como correm nas lavradas...
raro se abate uma perdiz saltada!
..........................................................
E como a caça arisca não espera,
Numa raiva crescente
A cadência da marcha se acelera!...
............................................................
sete horas sem parar.
E a caminhar
Da marcha dura o ritmo não abranda...
este já traz o calcanhar em chaga,
Aquele já dá mostras de cansado...
"António, vamos! mais depressa! Anda...
Que o bando que saltou está poisado
No cabeço por trás daquela fraga!""

 

 

 
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