Caça Menor      

 

 

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Caro Confrade Luis Novais

Não pretendendo com isto acicatar quaisquer diferenças de opinião entre Confrades, e ainda por cima com a proximidade que se nota da sua reacção, pelo contrário, é sempre melhor apaziguá-las, pois "é a conversar que a gente se TEM que se entender", julgo de todo o interesse que permaneça comentando o que ache por bem, pelo menos pela parte que me toca, já tive consigo algumas "discussões" que julgo proveitosas para ambos e para os que nelas quiseram entrar dando as respectivas achegas.

A Gestão Cinegética, não sendo uma ciência exacta, tampouco tem os mesmos resultados usando os mesmos métodos em qualquer terreno, daí ser tão controversa no que se refere a métodos a utilizar.

No caso presente (que não tenho o prazer de conhecer) em 6000ha, provavelmente, será necessário aplicar até três ou mais métodos distintos, digo eu, pelo que já experimentei.

Com o que posso contribuir é com o resultado de algumas experiências feitas por mim numa ZCT com 7000ha junto da Serra D'Ossa, e noutra menos vasta mas na Serra de Aracena, onde existiam todo o tipo de habitats.

Naturalmente vocacionados para as diversas espécies, e daí, uma das conclusões que tirei foi que repovoar de perdizes um ambiente de serra é extremamente difícil e os resultados só ocorrem pela persistência e pelo dito condicionamento do habitat a que me referi, concretamente, pela criação de zonas de defesa, utilizando-as simultâneamente como locais de ambientação e solta de indivíduos para repovoamento, e, invariávelmente limitar os abates firmemente, anos seguidos, e mesmo assim, nunca se atinje um capital cinegético confortável.

A vantagem que tive é que nessas ZC's existia alguma caça natural, das várias espécies de caça menor, e um baixo número de proprietários (10), e sendo todos caçadores, muito fácilmente perceberam os métodos a utilizar bem como a necessidade de agirem de determinada maneira nas suas prácticas agrícolas habituais, o que presumo no vosso caso seja um tremendo quebra-cabeças e um objectivo quase inalcançável.

Devo-lhe dizer também que o método que defende, me deu muito bons resultados, mas, em zonas de vinha com rega gota-a-gota (proibido lá caçar) e em zona de orografia quase plana, existindo zonas de pasto de igual dimensão entre as vinhas, e água com fartura.

Utilizei generalizadamente os inúmeros bebedouros artificiais para lhes prover anti-parasitários, desinfectantes e complexos vitamínicos.

Evidentemente que ninguém "acha graça" a perdizes anilhadas, mas tratando-se de uma ZCA, deveria ser fácilmente aceite pelos sócios essa anilhagem.
Há porém processos de marcação alternativos, de "etiquetagem" por baixo da asa, que permitem vencer essa "aversão" à anilhagem, porém algum dos métodos de marcação tem que se usar, sob pena de não podermos aferir dos resultados exclusivamente através de censos por via do estudo dos transectos, e de nos ser permitido concluir sobre a percentagem de "naturais" abatidas durante as jornadas de caça, e de seguir a evolução da proporcionalidade entre ambos tipos.

Regra geral, e mercê de sermos mais "papistas que o papa", a qualidade genética provida pelos nossos criadores é de um elevadíssimo grau de pureza, porém, deve sempre exigir-se o comprovativo, como dizia o spot publicitário, "para mais tarde recordar".

Aliás as "mortes na jaula" que sempre ocorrem, são exactamente sintoma disso, e devemos estar mentalizados para uma taxa mínima de 5% de percas logo aí entre o transporte e alojamento nos locais de ambientação, as restantes vêm pelos predadores, pela saída dos limites da ZC mercê dos desalojamentos provocados por um sem número de factores, até climáticos e orográficos, etc... .

Na minha experiência, um resultado global de sucesso na ordem dos 50% de repovoamento, é um "must", e raramente lhe cheguei perto, mas não desdenho que alguém os tenha muito superiores, e os resultados que o nosso Confrade Luis Abreu divulgou foram para mim uma surpresa, mas, mais pelo lado da "inveja", digamos assim.

Não o fiz por óbvias razões, e porque o Confrade João Acabado entretanto perguntou, inocentemente claro, sobre as técnicas e métodos utilizados tanto para repovoamento como para controle da respectiva eficácia, que seria talvez interessante aqui vermos descritos, claro que, se os responsáveis pelos mesmos os quiserem revelar, pois é ingrato fazê-lo perante uma audiência alargada e sem noção do terreno em causa e das suas especificidades.

Creio eu que, na época que atravessamos, será talvez mais interessante debruçarmo-nos essencialmente sobre técnicas e métodos de gestão e incremento de espécies cinegéticas do que própriamente sobre a respectiva caça, mas esta é apenas uma opinião, uma preferência e uma paixão pessoal, nada mais.

Um abraço, e cá fico na expectativa dos seus comentários, com todo o interesse.



 

 

 
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