Caça Menor      

 

 

A CAÇA E TRÁS-OS-MONTES  14-04-2010 14:57:42 Escrito por luisnovais  (20 Respostas)  

 

menos 60/70% não fazia mal nenhum  14-04-2010 17:28:45 Resposta por jffs-B52   

 

pois...  14-04-2010 17:31:30 Resposta por Inácio   

 

2  14-04-2010 17:32:00 Resposta por Inácio   

 

3  14-04-2010 17:32:28 Resposta por Inácio   

 

4  14-04-2010 17:32:58 Resposta por Inácio   

 

5  14-04-2010 17:33:46 Resposta por Inácio   

 

6  14-04-2010 17:34:31 Resposta por Inácio   

 

7  14-04-2010 17:35:53 Resposta por Inácio   

 

Confrade Júlio Sousa...  14-04-2010 17:59:02 Resposta por luisnovais   

 

ainda...  14-04-2010 19:08:43 Resposta por luisnovais   

 

Confrade Novais  14-04-2010 19:35:01 Resposta por Tiago_Bernardes   

 

Montarias em Março?  14-04-2010 21:07:13 Resposta por Luis Paiva   

 

!?  14-04-2010 21:53:08 Resposta por Inácio   

 

A questão ...  14-04-2010 22:06:40 Resposta por Luis Paiva   

 

pois...  14-04-2010 22:36:05 Resposta por Inácio   

 

É facil  14-04-2010 23:08:18 Resposta por becadeiro   

 

desculpem  14-04-2010 23:12:51 Resposta por becadeiro   

 

Peço desculpa pela calinada  15-04-2010 1:33:29 Resposta por Tiago_Bernardes   

 

Calibre 16  15-04-2010 1:55:29 Resposta por NunoSilvestre   

 

Confrade Tiago_Bernardes  15-04-2010 10:17:09 Resposta por luisnovais   

 


A CAÇA E TRÁS-OS-MONTES 

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luisnovais  14-04-2010 14:57:42
 
 

Trás-os-Montes, lugar de rara beleza! Frio ou calor, montanhas ou planícies, vales profundos ou picos altíssimos, aldeias antigas construídas pedra a pedra, onde o musgo se agarra ao longo de anos. No calor da lareira os fumeiros quase prontos para fazer as delicias de alguns forasteiros que por ali passam! Eu inclusive, pois não!

Esta terra é um pouco assim! Prazeres que já tive a oportunidade de experimentar como caçador.

Lembro-me do meu primeiro javali, descendo silenciosamente a encosta da serra colocando-se na mira da minha carabina. Um momento mágico e inesquecível que ainda hoje recordo!

Apesar de já não ser o que era, Trás-os-Montes, pelo menos para mim, continua a ser uma zona privilegiada em termos de caça.

As suas riquezas naturais, o calor humano... Pena é que, pouco a pouco, muitas coisas tendem a mudar. Senão vejamos!

Quem não se lembra das sementeiras sobre as quais, bandos de perdizes voavam livremente, entre os cabeços dos montes e os campos da aldeia? E das “bravas” ou das “barqueiras”, como lhes chamam para aquelas bandas? Felizmente ainda é possível caçar algumas “bravas”! As últimas ao mínimo descuido lançam-se como mísseis para a outra margem do rio.

De Guimarães a Mirandela eram precisas mais de 4 horas de viagem, percorrendo estradas estreitas cheias de curvas. Hoje em dia tudo é mais rápido. É o efeito do progresso! O caçador tem acesso a todos os locais! Até às coisas que deveriam permanecer intocáveis, conservadas!

Bem, mas lembranças à parte, vou falar um pouco de caça e agricultura, esta última um pouco abandonada.

Como se sabe, a fauna selvagem carece hoje em dia de recursos naturais. Cada vez são mais importantes o refúgio e a alimentação. Por isso foram criados parques naturais como, por exemplo, o Parque Natural de Montesinho em Bragança, onde veados, javalis, corços, entre outros, encontram refugio, alimentação e protecção.

Os locais onde existiam sementeiras e onde as perdizes usufruíam de boas criações, deram, hoje, lugar a grandes extensões de mato com carqueja ou estevas e terras abandonadas onde abunda o javali. Daí o regresso das montarias no Norte do País.

Pois é, daqui podemos concluir que é necessário regressar às sementeiras, criando alimento para as perdizes, gerando riqueza natural. Só assim se torna apelativo para o caçador, gerando, consequentemente, riquezas às populações locais. Aquele acaba por fazer aquilo que mais gosta, ou seja, a caçar a nossa brava perdiz e, ao mesmo tempo, adquirir os produtos naturais da terra.

Se por um lado as sementeiras são necessárias ao regresso em força da perdiz, por outro, são também necessárias grandes extensões de terrenos de mato para a proliferação do javali e do corço. Convém salientar que, apesar de o javali ter regressado em força ao Norte do País, esta espécie pode constituir, nesta região, um paraíso de caça maior, quando bem gerida!

Quando comecei a participar nas montarias em Trás-Os-Montes apercebi-me da sua riqueza! Os montes deixados ao abandono deram refúgio à caça maior, proporcionando-lhe um excelente habitat. A flora existente dá o alimento necessário a estas espécies. Só é de lamentar a prática da caça ilegal durante todo o ano e o descuido completo por parte de muitas associativas, que só pensam no lucro e quase nada mais, contribuindo, assim, para o decréscimo dos efectivos nos últimos tempos, nomeadamente dos javalis velhos ou navalheiros.
Por tudo isto, é necessário intervir o mais rapidamente possível, alertando as pessoas para o problema.

Pode ser que desta forma o número de caçadores que se desloca a essas terras (apaixonados por esta modalidade de caça) aumente. Não deixam de ser irónicas, porém, as queixas relativas ao esquecimento e à lentidão do progresso naquela região!

A caça pode e deve ser uma alternativa à agricultura. Claro que sim. Este conceito deve ser tido em conta por todos.

Certas pessoas, como os políticos locais, devem e podem intervir incentivando os agricultores a regressarem às pequenas sementeiras, proporcionando, assim, condições favoráveis ao bem estar da perdiz.

Depois e como ouvi uma vez alguém dizer, é só seguir as 5 regras para favorecer a perdiz :

1ª – sossego
2ª – sossego
3ª – sossego
4ª e 5ª – alimento e água

Saudações Cinegéticas,
Luís Miguel Novais

 
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