Caça Menor      

 

 

Férias merecidas para os CONFRADES!  20-05-2010 12:16:38 Escrito por luisnovais  (16 Respostas)  

 

!  20-05-2010 13:23:13 Resposta por Inácio   

 

mais informações ...  20-05-2010 14:10:34 Resposta por luisnovais   

 

Confrade Inácio  20-05-2010 14:35:55 Resposta por luisnovais   

 

Zona bem agradável...  20-05-2010 14:52:58 Resposta por Filipe Domingos   

 

Confrades  20-05-2010 15:14:41 Resposta por luisnovais   

 

Serra do Larouco e Fojos dos Lobos  20-05-2010 16:10:36 Resposta por luisnovais   

 

Muito bem confrade!  20-05-2010 21:11:19 Resposta por jffs-B52   

 

Desafio…  21-05-2010 11:21:23 Resposta por jffs-B52   

 

Por mim ... confrade Júlio Sousa  21-05-2010 12:09:58 Resposta por luisnovais   

 

EXEMPLO PROGRANA  21-05-2010 15:35:47 Resposta por luisnovais   

 

Para quando?!  21-05-2010 19:40:51 Resposta por macviana   

 

Até ao fim de Junho…  21-05-2010 23:03:39 Resposta por jffs-B52   

 

Por falar em Terras de Bouro!  09-06-2010 20:59:07 Resposta por jffs-B52   

 

Reflexo…  24-05-2010 10:29:22 Resposta por jffs-B52   

 

Júlio Sousa  24-05-2010 12:18:24 Resposta por luisnovais   

 

No seguimento do tópico...Montalegre...as achegas.  09-06-2010 17:10:40 Resposta por luisnovais   

 


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luisnovais  20-05-2010 14:10:34
 
 

Ora bem caros confrades, como estamos a entrar no período de férias, gostaria de convidar e sugerir aos confrades a visitarem a Região onde caço.
Vale a pena, pois é de facto um paraíso único que vale a pena conhecerem e aproveitarem para descansar um pouco!

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Campos de lameiros

Os pequenos estabelecimentos comerciais animam-se com a chegada de clientes vindos das aldeias vizinhas, enquanto a praça do município é cruzada por homens de chapéu de feltro, em trânsito por causa de papeladas e outros afazeres legais. Pouco depois é a vez de uma torrente de crianças e adolescentes desaguar nas ruas junto às escolas, mal os primeiros autocarros abrem as portas ao ar frio da manhã.
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Tal como no longínquo ano de 1273, altura em que obteve o seu primeiro foral, a povoação continua a desenvolver-se a sul do castelo, no alto de um morro com vista para o vale onde corre um Cávado ainda jovem; é como se os seus habitantes quisessem, ainda hoje, escudar-se com o granito da velha torre de uma qualquer iminente invasão espanhola.

A realidade, porém, é bem diferente. As afinidades com as gentes galegas para lá do Larouco são tão antigas quanto a própria fundação da vila e, se recuarmos um pouco mais, vemos até que se trata do mesmo povo. Esta é uma daquelas regiões da Península cuja soberania tardou em definir-se e que, uma vez decidida, nos deixou casos curiosos. Veja-se o exemplo de Tourém,a aldeia mais setentrional do concelho: situa-se no final de um estranho apêndice formado pela linha de fronteira; para lá chegar é preciso percorrer um longo trajecto, subir a um planalto, passar a crista da serra (com marcos fronteiriços de um e outro lado da estrada) e descer ao fundo do vale; as aldeias vizinhas - Requiás, Maus de Salas, Calvos, Paradela, Randín - são todas galegas e fazem- -lhe um cerco quase completo; e se daqui quisermos visitar o povoado lusitano mais próximo, não há como fazer cerca de 12 quilómetros… para trás.
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Vilarinho de Negrões, junto à albufeira do Alto Rabagão

Éden transmontano
Chegaremos então a Pitões das Júnias, isolada de vizinhos, portugueses ou espanhóis, mas também ela cercada: de um lado pelos possantes cabeços graníticos da Serra do Gerês, do outro pela vastidão do planalto da Mourela, acima dos 1000 metros de altitude.
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Na região do Barroso vive-se uma atmosfera de conto medieval, onde parece que o tempo teima em não avançar.

A história do local remonta ao século XII, época em que foi fundado o mosteiro beneditino de Santa Maria das Júnias, hoje em ruínas. Do conjunto ficou a igreja românica e umas quantas secções da construção monástica, encostadas à ribeira de Campesinho e às fileiras de bétulas que na margem a vão guiando encosta abaixo. É um sítio belíssimo, capaz de levar à contemplação e longas meditações até o mais incrédulo dos homens.
Poucas dezenas de metros e uma cascata a jusante, quando a esta ribeira se junta uma outra chamada de Beredo, mergulhamos num carvalhal antigo onde deambulam alguns dos corços e lobos que existem na região; mas vê- -los exige alguma sorte e muita persistência. Neste lugar, digno da imaginação dos irmãos Grimm, ergueram-se em tempos as casas da Aldeia Velha do Juriz - Sancti Vicencii de Gerez, para usar a terminologia medieval - que certamente testemunharam a passagem e descanso de muitos peregrinos com destino a Santiago de Compostela. A rede de abrigos para os que rumavam àquele santuário era tão eficaz que não deixa de ser curioso verificar que o mosteiro de Júnias, sobranceiro à primitiva aldeia, se encontrava à mesma distância do de Santa Maria de Bouro e ao de Celanova, já na Galiza: uma jornada de 35 quilómetros.

As agrestes giestas e carquejas do planalto dão lugar a uma paisagem mais verdejante, à medida que a altitude amansa para valores mais baixos. Quem segue a estrada até Covelães irá deparar-se com um cenário bem diferente, de vales verdejantes que pendem invariavelmente para o leito de riachos e destes para rios cada vez mais encorpados. Os lameiros são o produto da engenharia hidráulica rural, fruto de anos de experiência e da necessidade de alimentar o gado - base da economia barrosã - durante os meses de Inverno. Julgo que em nenhuma outra parte de Portugal haverá tantos e tão bem concebidos como estes que agora desfilam diante dos meus olhos: são quilómetros e quilómetros de rectângulos viçosos, em socalcos suaves debruados a carvalhos e vidoeiros, milhares de regos de água fresca habilidosamente desviada e conduzida ao local pretendido. E, embora seja o resultado da manipulação humana, é surpreendente observar a diversidade de vida silvestre que este tipo de paisagem consegue sustentar.
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A Serra do Barroso tem uma força tremenda, de paisagens insólitas, de fragas e florestas que se transformam a cada estação.
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Mesmo as albufeiras de algumas barragens, que nesta parte do país existem em número inigualável, parecem concorrer para a improvável simbiose homem/natureza, criando um habitat especialmente apetecível para espécies como a lontra. Um caso particularmente feliz, pela sua localização, mas também pelo seu reduzido tamanho e impacto, é o da barragem de Sezelhe, próxima da aldeia com o mesmo nome. O espelho de água resultante da retenção do rio Cávado desenha-se em curvas tão suaves e integradas na paisagem que mais se assemelha a um lago natural, daqueles que imaginamos mais facilmente num país escandinavo.

Os vidoeiros, no seu inconfundível tronco branco e ramos avermelhados, ajudam à ideia, mas os carvalhos e a silhueta distante da Serra do Larouco devolvem-nos o devaneio a terras bem portuguesas.

Terra de bruxas

Cambezes do Rio é uma aldeia que fica um pouco mais a montante, na margem esquerda do curso de água, que nesta zona leva ainda muita corrente. As suas casas já perderam o aspecto profundamente rústico, de paredes de pedra sobreposta e telhados de colmo, mas ainda lhe sobram alguns exemplares de arquitectura tradicional, como o grande curral que se encontra no largo da fonte. À volta, contudo, parece que o tempo teima em não avançar. Os lameiros continuam a receber a visita diária das características vacas de cornos enormes, acompanhadas pelos donos e um ou outro cão atrevido.
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Em dias de Inverno é frequente ver os pastores munidos das resistentes capas de burel, feitas numa lã quente e escura, que os protege não só do frio como também dos aguaceiros mais persistentes. Enquanto o gado pasta, mata-se o tempo a tricotar uma peça de lã ou procurando míscaros e outros cogumelos, que por estas bandas são vistos como uma cobiçada iguaria; para os que vivem na vila representam também uma forma de diversão de fim-de-semana, uma espécie de vício incontrolável que começa num carvalhal, de cesto na mão, e acaba quase sempre à volta da mesa com a família e amigos.
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Talvez seja a abundância de cogumelos e outros ingredientes naturais, mais a pitada mística da atmosfera nestas paragens, que leva à reunião de bruxas, curandeiros e outros praticantes das medicinas populares em Vilar de Perdizes. Ou a existência, ali bem perto, de gravuras rupestres e vestígios de cidades romanas, como se sabe, pretexto inesgotável para todo o tipo de crenças e lendas.
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Indiferentes à agitação anual do congresso, as terras circundantes, para os lados de Meixedo, são de uma calma imensa e relevo suave, de campos em pousio e longos muros de pedra. A estrada é estreita e o seu traçado doce parece brincar nas colinas, abrindo aos olhos renovadas surpresas, a cada curva, a cada lomba. De vez em quando acaba-se o asfalto e entra--se subitamente na calçada em granito de mais um povoado. E lá voltamos a recuar no tempo: uma junta de bois a ranger em direcção às hortas, um velho cruzeiro conquistado por líquenes, a água gelada que brota da fonte secular, o ténue zumbir de currais às moscas, porque o gado saiu logo pela manhã.
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Serraquinhos é um pouco assim, tal como Arcos e Cervos - as aldeias que se seguem nesta bucólica rota. A unilas, como ladrilhos de um mosaico gigante, vêem-se rectângulos de terra, ora cultivados, ora abandonados, amarelos do cereal seco, ou verde vivo das pastagens, mas sempre demarcados por intermináveis fileiras de calhaus empilhados. Lá no meio, quase invisível, circula também um labirinto de caminhos em terra ligando as casas ao bosque de castanheiros, passando pelo cemitério isolado, depois pelo ribeiro até se perder no monte junto a uma qualquer ermida que só vê gente uma vez ao ano.
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Tão longe, tão perto

Mas o que dá sentido e empresta o próprio nome a toda esta região é algo de que ainda não se falou. A Serra do Barroso não chega aos 1525 metros, nem tem o perfil bem delineado do Larouco; é pouco conhecida e apenas a atravessam umas quantas estradas secundárias, quase sempre desertas, e caminhos que hoje poucos estão para fazer a pé, no entanto, tem uma força tremenda, de paisagens insólitas, de fragas e florestas que se transformam a cada estação, a cada dia, quando mal se vislumbram entre a densa humidade das nuvens ou acordam de branco da noite para o dia; onde correm ribeiros nervosos, que rasgam a encosta em direcções diferentes para acabarem, exaustos, nas águas plácidas da imensa albufeira do Alto Rabagão. Na margem sul deste outro lago artificial encontra-se Vilarinho de Negrões, uma das aldeias mais pitorescas de toda a região, pelo seu casario ainda relativamente preservado e, acima de tudo, por se encontrar sobre uma estreita e bela península - um pedacinho de terra poupado à subida das águas; Vilarinho é assim uma terra que se vê diariamente ao espelho e se distingue à distância pela sua perfeita simetria.
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Na calma da manhã é possível observar alguns mergulhões de crista e outras aves aquáticas que aqui costumam passar o Inverno, fugindo aos rigores das latitudes mais a norte; à medida que os primeiros raios de sol vão levantando, o nevoeiro e os vizinhos humanos começam a acordar, afastam-se para uma pequena ilhota deserta formada por um enorme penedo. Mais uma vez teço comparações um pouco descabidas mas inevitáveis, quando me vêem à memória imagens de lagos nas terras altas da Escócia - onde também nadam estas aves, onde também se erguem ilhas das águas quietas, onde também há montanhas frias, de contornos suaves. Mas não vale a pena cortar asas à imaginação; afinal, esta é também uma peculiar virtude das terras de Barroso: levar-nos para bem longe sem sairmos daqui tão perto.
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Onde ficar, onde comer, como ir... etc ... vejam por exemplo :

Guia de Viagem

Como ir :

Seguir a A3 até à cidade de Braga e daí tomar a N103 em direcção a Chaves. Pouco depois de chegar à albufeira da barragem do Alto Rabagão, na povoação de S. Vicente da Chã, deverá virar à esquerda para Montalegre.
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Onde comer :

A oferta gastronómica assenta sobretudo nas carnes de vitela barrosã, cabrito e porco, com destaque para os diversos tipos de enchidos. Com a existência de inúmeros cursos de água nas serras envolventes, a truta surge como primeira escolha nos pratos de peixe. Variados tipos de cogumelos e saborosos produtos hortícolas das hortas locais completam as iguarias da região. O Restaurante O Castelo (Terreiro do Açougue, em Montalegre; tel.: 276 511 237) é uma das melhores opções do concelho, combinando uma sala aprazível com o melhor dos ingredientes regionais: churrasco e posta de vitela barrosã, cabrito assado (por encomenda), cozido barrosão, etc. Também em Montalegre, poderá optar pelo Restaurante Terra Fria (Rua Dr. Victor Branco, tel.: 276 512 101).

Obs : Em Salto... O Restaurante que (nunca) te recomendarei...

Nada mais apetecível, no final de uma tarde de Verão abafada, do que estar à beira mar, mas em terras transmontanas o melhor é estar à borda d'água, sobretudo quando se encontra um restaurante com o mesmo nome, situado na bonita aldeia de Salto, perto de Cabeceiras de Basto. Um local simples condizente com a gente da terra; um espaço rústico que serve boa comida com sabor a aldeia: alheira na brasa, pão e azeitonas da região, como entrada; e as inolvidáveis e imperdíveis batatas com bacon, cebola, alho e salsa, o acompanhante perfeito de uma posta à barrosã.
A gente transmontana não tem “papas na língua” e diz o que lhe vai na alma ou, melhor, o que lhe surge no momento. É o caso da D. Maria que dirige o dito restaurante com pulso e destreza, pois tem uma família para cuidar. - “Essas batatas dão muito trabalho e agora vão ter de esperar mais. - Sai mais uma dose.”
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Onde ficar :

Sendo Montalegre a melhor base para explorar a região, recomenda-se o hotel Quality Inn Montalegre (Rua do Avelar, tel.: 276 510 220. Quarto duplo a partir de € 56.50, com pequeno-almoço e acesso ao health club incluído), onde, para além de alojamento, poderá também contar com um bom restaurante e uma apetecível piscina interior. Já fora do concelho, mas perfeitamente ao alcance da região barrosã, encontra-se a Estalagem do Morgado (Venda Nova, Borralha, tel.: 253 659 906. Quarto duplo desde € 70, com pequeno-almoço incluído) com uma excelente localização, rente à albufeira da Venda Nova.

Actividades :

A Naturbarroso (tel.: 276 511 237, 935 663 068, naturbarroso@clix.pt) organiza anualmente um vasto leque de actividades ligadas à descoberta do património natural e cultural da região. Os circuitos pedestres e todo terreno estão organizados por temas, têm a duração de 3 a 6 horas e poderão ter carácter sazonal. Aqui ficam algumas propostas:

Pelos Trilhos do Lobo leva-nos até às imediações de Pitões das Júnias para conhecer alguns dos habitats frequentados por este ameaçado carnívoro da nossa fauna.
Por Terras de Moinhos e Pisões realiza-se próximo de Vila da Ponte, um local com uma invulgar concentração de moinhos situados ao longo de ribeiras de águas límpidas.

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Pelos Caminhos do Contrabando desvenda os circuitos de uma forma de vida extinta mas de importância crucial para a sobrevivência destas aldeias.

Rotas Medievais é um circuito em todo-o-terreno que pretende dar a conhecer a herança medieval do Barroso: mosteiros, pontes, caminhos, capelas e aldeias, muitos deles envoltos numa paisagem semelhante à daquela época.

A Apanha dos Míscaros é uma das propostas mais populares que, além do passeio pelos carvalhais, permite saborear o resultado da colheita. Apenas em Outubro/Novembro. Além destas actividades, a região é também conhecida pelo parapente, praticado ao longo do ano a partir da Serra do Larouco, e pelo congresso de medicina popular, que se realiza no mês de Setembro em Vilar de Perdizes.


Compras :

As escolhas recaem sobre o artesanato em lã, compotas, mel e licores, e originais peças de barro e cerâmica. Tudo de excelente qualidade. Aqui ficam três pontos de venda: Arte da Terra (cerâmica), em Paradela do Rio, tel.: 276 565 100, 962 628 994; Artesana (diversos), no Largo Luís de Camões, Montalegre, tel.: 276 512 635; Modabarr (artigos de lã e vestuário em burel), em Montalegre, tel.: 276 511 080


Para mais informações :

Posto de Turismo de Montalegre, tel.: 276 510 200 Delegação do P.N. da Peneda-Gerês, Rua do Reigoso, Montalegre tel.: 276 518 320



Bom proveito e aproveitem bem!

Cumprimentos,
Luís Novais













 
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