Caça Menor      

 

 

Bancarrota e “Caçarrota”  08-08-2011 23:24:12 Escrito por Falco  (20 Respostas)  

 

Caçarrota  09-08-2011 20:38:49 Resposta por Ermesinde   

 

COUTO E COUTADAS  22-08-2011 22:22:54 Resposta por Falco   

 

Só há....  22-08-2011 23:38:24 Resposta por Alex1964   

 

Confrade Alex  23-08-2011 13:46:27 Resposta por Ermesinde   

 

Confrade Ermesinde  23-08-2011 18:15:14 Resposta por Alex1964   

 

A rola comum ...  23-08-2011 18:37:28 Resposta por Luis Paiva   

 

E as outras?  23-08-2011 20:24:33 Resposta por Alex1964   

 

Mais uma vez  23-08-2011 10:57:39 Resposta por jcosta   

 

O futuro ...  23-08-2011 18:24:01 Resposta por Luis Paiva   

 

Reflexão  23-08-2011 21:26:12 Resposta por fscooter57   

 

Boa Noite confrades:  23-08-2011 22:39:25 Resposta por arcanais   

 

Boa Noite confrades:  23-08-2011 22:51:46 Resposta por arcanais   

 

Boa Noite confrades:  23-08-2011 22:51:49 Resposta por arcanais   

 

Boa Noite confrades:  23-08-2011 22:51:51 Resposta por arcanais   

 

Boa Noite confrades:  23-08-2011 22:51:53 Resposta por arcanais   

 

Boa Noite confrades:  23-08-2011 22:51:54 Resposta por arcanais   

 

Boa Noite confrades:  23-08-2011 22:51:55 Resposta por arcanais   

 

Boa Noite confrades:  23-08-2011 22:51:57 Resposta por arcanais   

 

Boa Noite confrades:  23-08-2011 22:51:58 Resposta por arcanais   

 

Boa Noite confrades:  23-08-2011 22:57:08 Resposta por arcanais   

 

GANDA CONFUSÂO.  23-08-2011 23:00:48 Resposta por arcanais   

 


Bancarrota e “Caçarrota” 

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Falco  08-08-2011 23:24:12
 
 

Bancarrota e “Caçarrota”

Não conseguimos deixar de pensar no paralelismo existente entre a situação de desespero financeiro em que vivem alguns países da Europa e a situação de catástrofe em que a caça desregrada vem ajudando a colocar as populações de algumas das aves migrantes cinegéticas deste nosso continente.

Repare-se que a área afectada é coincidente, ou seja , os países do clube da bancarrota ou com sérios problemas de finanças são aqueles que mais têm contribuído para aquilo que classificamos como delapidação do património cinegético comunitário: Espanha, Itália, Portugal, França… e Grécia, ou seja, Latinos e Gregos.

De facto, as consequências do capitalismo selvagem e o desvario financeiro encontra um curioso paralelo no quadro legislativo que envolveu a cinegética nestes Países, que evoluiu em linhas gerais do res nulius para um mundo supostamente regulado, embora apenas nas aparências, e que apesar de todas as evidências teimou em não ver o óbvio: a insustentabilidade de um modelo cinegético massificado baseado no que toca às migrantes, na lógica do mero negócio e desporto que explora um recurso natural frágil e limitado, já de si afectado por questões ambientais graves.

Em suma, ao capitalismo selvagem e finança virtual correspondeu na cinegética à entrega da gestão de parte do património natural colectivo ao mundo do negócio privado e às massas em geral incultas e pouco sensibilizadas para as questões de sustentabilidade ambiental , com as consequências que se conhecem.

Ouvem-se agora todos os dias aqui e ali por essa Europa fora , vozes de desespero e de alerta para o declínio assustador da avifauna cinegética , seja do tordo a desaparecer do contour mediterrâneo e Portugal, seja da galinhola quase desaparecida das Astúrias e Cantábria e a rarear vertiginosamente na Gália terra dos braconiers do Médoc… , estes últimos que escarnecendo às claras da legislação comunitária e com a cumplicidade das autoridades locais ajudaram ao extermínio da rola comum… até nos pombos migrantes se nota o declínio ano após ano! A verdade é que com a excepção do pombo torcaz todas as outras aves de caça migrantes se encontram em declínio acelerado na Europa, apresentando um estatuto de conservação vermelho ou amarelo.

E por cá? Tudo como dantes quartel general em Abrantes…

Diz o povo que cada um tem o que merece, embora em determinadas situações seja difícil concordar com tal aforismo, e isto porque julgamos difícil que uma boa parte dos caçadores portugueses mereçam e se revejam em algumas das figuras que pretensamente os representam.

Há uma ano atrás, uma destas criaturas, enquanto descaradamente se pavoneava com meia dúzia de rolas no cinto, vomitava para as câmaras da TV qualquer coisa parecida com isto:

“ …a paragem temporária da caça a algumas espécies migradoras viria prejudicar os caçadores de menores recursos…” ??!!

É caso para dizer que a desfaçatez não tem limites… irra!
Adiante!

É verdade… quando se esperava que fosse iniciada a discussão séria de uma moratória para a paragem temporária da caça às espécies em situação vulnerável e desesperada , sai-nos o calendário para vários anos… assim já os mercadores da caça, podem tratar dos negócios à vontade sem preocupações com as questões da sobrevivência das pobres avezinhas, pois isso é coisa que só atrapalha…

Com este estado de coisas duas conclusões se podem tirar: a primeira é que definitivamente deixou de haver gente responsável com competência técnica e massa crítica na estrutura da tutela . Só assim se explica que a rola comum continue a figurar neste calendário e que os números permitidos de abate de algumas espécies continue a ser irreal. A segunda é que tal como lá fora a pressão do mundo dos negócios da caça e das massas federativas irresponsáveis, vai prevalecendo sobre a necessidade imperiosa e inadiável da tomada de medidas de conservação das espécies mais ameaçadas.

 
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