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Ética da Caça e do Caçador 

  Lê-se com o maior prazer   
  MIGUEL PEREIRA 13-03-2008 1:57:43   
     
  Confrade Agostinho :

Conheço relativamente bem a zona onde decorre este relato. Não tenho qualquer relação familiar com a zona, mas ainda esta época estive em Outeiro em casa de um colega de curso. A paisagem tira-me a respiração e o regresso faz-se sempre com especial ansiedade. Como é que podemos explicar estas coisas? Costumo dizer a quem tem pachorra para me ouvir, que vir a estes lugares é o regresso ao grande espaço primordial. E estas terras, em toda a sua magnitude são um lugar singular em Portugal. Por regra, quem lá entra não esquece e, se for caso de caçador, fica-se com aquele gostinho especial na boca e no espírito.
Este ano fiz uma caçada na Réfega. Estávamos já no final da época mas ainda vi algumas dessas abençoadas perdizes. Passei o dia atrás delas, e todo o dia fui ludibriado. Coisa estranha esta de passarmos um dia atrás do infortúnio e não termos qualquer recompensa, mas, simulataneamente, ficarmos de "papinho cheio". Lutadoras como poucas, transbordando energia e fervor pela vida. Temos de lhe prestar a maior homenagem. Mesmo que a fim do dia nem haja uma pena para mostrar a ninguém, o dia valeu. A vontade de regressar na próxima época não é menor. O sentido de tudo isto, aparentemente incompreensível, só nós sabemos ...! Abençoadas perdizes.
 
 
     
 
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