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Relatos de Montaria

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Montaria Herdade da Baliza 15-12-2007
 

     

Autor: Gilberto Fernandes

18-12-2007 10:00:00

 

Como já vem sido habitual, a Herdade da Baliza tem sido uma das minhas escolhas no meu calendário de montarias, sobretudo em busca de um ambiente verdadeiramente de monteiros. Este ano não foi excepção, e faltando injustificadamente à primeira, esta não podia falhar, pois as informações vindas de quem sabe destas “lides” eram promissoras.

Data – 15/12/07
Local - Herdade da Baliza (Malpica do Tejo)
Organização – Propriedade
Nº de postos – 80
Custo – 225 euros
Matilhas – creio que 8
Disparos – cerca de 30
Javalis abatidos – 9 (sendo pelo menos 3 ou 4 agarrados pelos cães).
Veados – 1 (muito fraco)


A mancha foi cuidada, alimentada e muita expectativa esta organização colocou para o dia quinze do corrente mês, sabendo à partida que as referencias máximas da caça maior em Portugal estariam presentes (Clube Português de Monteiros e Clube de Monteiros do Norte), sendo esta uma das montarias mais esperadas.

O dia começou cedo para quem fez mais de duas horas e meia de caminho, e pelas oito e meia da manha, já nos estávamos a aquecer num belo braseiro de azinho à porta do monte.

Pouco tempo depois, sem pressas mas dentro do “timing” previsto, efectuou-se o sorteio dos oitenta postos. Nota pela negativa no sentido que ao contrário dos outros anos, não se efectuou um minuto de silêncio pelos monteiros falecidos. Fica bem, e é tradição.

Oitenta postos é OBRA… instalando-se alguma confusão para se encontrar as viaturas visto que os “B os C, os -1 e outros” complicam e de que maneira uma coisa que é tão simples. Eram oitenta postos, logo, a numeração deveria de ir de 1 a 80, divididos por armadas. Sempre foi assim, porquê complicar?

Imediatamente começou a sentir-se entre os presentes (aparecendo imediatamente algumas bocas) um certo mau estar, pois também faltaram viaturas…

Calhou-me em “sortes” o posto 4B.
Era de facto um posto com uma vista excepcional para toda a mancha e pude apreciar todas as movimentações das matilhas e das reses que imediatamente se colocaram em fuga.

Nota negativa pois estávamos colocados excessivamente perto uns dos outros à excepção de outros anos, em que estávamos literalmente à vontade. Desta vez, os meus companheiros estavam não mais que a uns vinte metros de mim.

Estar ali ou não estar, era a mesma coisa, ou melhor, não estar era bem melhor.


O foguete rebentou, dando ordem à solta das matilhas e sentimos algumas esperanças, nas ladras que ecoavam em todo o lado. Imediatamente correm com um veado que já tinha sentido à minha frente, tendo o Srº António Delgado no seu posto (a vinte cinco metros de mim) disparado e ferido.

Mais tarde foi cobrado por uma matilha.

Do meu posto ainda vi um porco “jeitoso”, macho a mais de quinhentos metros de distância acossado pelos cães, mais uma marrã com as suas crias (mais de quatrocentos metros), ficando três agarrados e rematados pelos matilheiros.

Sensivelmente três horas mais tarde reinava a desilusão e algumas queixas por quem participou. Existiam algumas palavras menos bonitas entre os presentes (creio que também injustas), e muito, mas muito sabor amargo.

Pelo que constatei, não foi o trabalho das matilhas que condicionou o resultado, mas sim a falta de reses. Do meu posto como disse pude visualizar uma boa parte da mancha, tendo as matilhas trabalhado com uma boa coordenação, esperando e andando calmamente, deixando os cães caçar.

Após a chegada ao monte e depois de almoçarmos, esperou-se pela chegada das reses que infelizmente eram poucas e de muito fraca qualidade. Creio que o resultado final foi nove javalis (um macho com pouco mais de dois anos, tendo sido três ou quatro agarrados pelos cães). Relativamente aos cervídeos, um aspirante a veado muito jovem (talvez de segunda cabeça).

Esperava-se muito mas muito mais para esta montaria. Trata-se de uma organização séria, de pessoas que trabalharam para que tudo corresse da melhor maneira, mas infelizmente cometeram alguns erros em seleccionar uma mancha com poucos animais (as coisas não tem corrido bem nesse sentido e não foi apenas nesta montaria), como também algumas notas negativas em termos organizacionais ao contrário do que nos tem habituado.

Há que dizer a verdade e não deveremos ser apenas críticos e “teóricos” ou injustos, mas sinceramente existem coisas muito estranhas em torno das montarias da Baliza, sobretudo pela falta de reses que tem sido uma constante nos últimos tempos.

A herdade é enorme, os animais que se abatem anos após ano são uma ínfima parte do que realmente esta herdade suporta, a caça de salto às perdizes não influencia em nada as manchas a serem monteadas (apenas algumas caçadas às perdizes a quilómetros de distancia das manchas a serem monteadas), vêm-se animais durante o dia (sobretudo veados e alguns bem bons), tem sossego, não se efectua caça de aproximação, as esperas são reduzidíssimas e com poucos abates, possui alimentação de uma forma artificial e sobretudo a zona de Malpica é uma das melhores zonas em termos populacionais de veados do nosso país.

Onde param os javalis e os veados?

PS: Creio que a organização deveria compensar os presentes de qualquer forma visto que o preço e a seriedade assim o exigem.

Não basta ter um bom ambiente há que mostrar resultados…
 

 
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