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Açores: Época de Caça de 2007/2008
 

     

Autor: Gualter Furtado

07-01-2008 13:06:10

 

   
   
   
Coelho: A pior dos últimos 20 anos e particularmente nas ilhas de São Miguel e de Santa Maria, a explicação para este facto são o aumento exponencial dos predadores, dos furtivos, a falta de fiscalização, doenças, alteração de habitats, uma maior pressão dos caçadores e designadamente uma forte concentração nos locais que se pensa existirem alguns coelhos, a abertura de veredas ilegais, e principalmente o não ordenamento do território com a consequente falta de gestão dos recursos cinegéticos.

Aguarda-se a regulamentação da nova lei dos Recursos Cinegéticos, embora o cepticismo esteja instalado.


Galinhola: Tal como já disse na Calibre 12 de Dezembro passado se os Caçadores e as Autoridades responsáveis pela caça não tomarem consciência de que este recurso extraordinário tem de ser bem gerido, redefinindo os horários do período de caça, apontando para quotas, maior acompanhamento científico, defesa intransigente do meio ambiente e do habitat das ilhas, e a introdução e prática da caça ordenada, teremos inevitavelmente uma forte redução na dimensão demográfica desta nobre e bela espécie. Esta época cobraram-se algumas Galinholas, mas ao certo ninguém sabe quantas e nem por aproximação.

Narcejas e Patos: Tivemos uma época razoável, talvez com mais Narcejas (aguardamos com grande expectativa o estudo do Carlos Pereira que veio para os Açores fazer um trabalho sobre as espécies cinegéticas encomendado pelo Governo Regional dos Açores à Universidade do Porto/Departamento de Biologia - mas que entretanto foi “desviado”(?) do projecto - embora seja reconhecidamente uma grande autoridade na matéria - já que é um homem do terreno e segundo sabemos continua a trabalhar nesta área). A este propósito o que é feito do projecto da perdiz cinzenta?

Pombo da Rocha: Um ano muito bom a proporcionar boas caçadas e excelentes canjas de Pombas e não só.

Codorniz: Não obstante, os lançamentos das codornizes reproduzidas em cativeiro em São Miguel (1), e cuja maioria serve de alimento aos predadores, foi um ano mais fraco do que os anteriores e assim continuará a ser, já que os adubos, os pesticidas, a utilização de, maquinas e alfaias agrícolas mais potentes e com um poder mortífero maior são uma realidade incontornável e com um poder devastador para a nossa espécie rainha e heróica que é a codorniz. Mesmo assim, foi possível ter alguns lances bonitos com os nossos magníficos cães de parar e que nos Açores atingiram um nível do melhor que existe a nível mundial.

Leis: Esta época de caça fica ainda marcada pela entrada em vigor da nova lei das armas, que vem complicar ainda mais a vida dos caçadores, pagando assim o “justo pelo pecador”, e conduzindo a que muitos caçadores pura e simplesmente não renovem as suas licenças e abandonem esta actividade secular (cultural) e cujo Objectivo principal não é só o “matar” as espécies cinegéticas, pois na caça existem muitas componentes que tem tanto ou mais valor do que o acto do “matar”. Até porque tenhamos consciência que se não fossem os caçadores por este Mundo fora muitas das espécies cinegéticas já tinham desaparecido, isto é, tinham-se extinguido.
Parece contraditório mas não é!

(1) E que é um bom projecto - o que falha é a gestão posterior aos lançamentos.
 

 
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