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Relatos de Montaria

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A festa transmontana
Montaria de Morais
 

     

Autor: Alexandre Valente

28-01-2008 22:35:58

 

Aspecto da mancha e do vale do Azibo
   
Confirmação das inscrições
   
O pequeno-almoço no terreiro
   
Nelson Cadavez, Domingos Afonso e Francisco Touças
   
Exposição dos javalis na Feira de Macedo de Cavaleiros
   
Entre Dezembro e Janeiro
Quando a geada apertava
Vinha o povo a terreiro
E da matança tratava.

Claro que o poeta macedense Carlos Baptista se referia à tradicional matança do porco, mas, com as devidas adaptações, serve como uma luva à montaria que decorreu em Morais no passado sábado.


Montaria de Morais (ZCM de Morais)
26 de Janeiro de 2008
Clube de Caçadores União Desportivo de Morais e FACIRC
Englobada na XIV Festa dos Caçadores do Norte
Nelson Cadavez foi o Director de Montaria
105 portas marcadas
Mancha com perto de 380 ha
6 matilhas presentes
70€ (C)
170 tiros ouvidos
19 javalis cobrados
Bom tempo


Ia ser dia de festa!

Convidavam-se os amigos,

E a tradição era esta:

Pela manhã, bagaço nozes e figos.


Cumpriu-se a tradição. Lá estavam os figos, as nozes e o bagaço; como o poeta escreveu; não faltou nada, nem tão-pouco as autênticas alheiras transmontanas.

O director de montaria não deixou de convidar todos a juntarem-se num “Pai Nosso” de preito depois das curtas intervenções de saudação aos caçadores e dos lembretes dos preceitos para o bom êxito dos lances na montaria.

Englobada no programa da Festa dos Caçadores do Norte/Feira da Caça, que decorreu em Macedo de Cavaleiros, a montaria teve de ser adaptada ao seu programa. A concentração foi marcada apenas para as nove horas, o que acabou por se traduzir no lançamento do morteiro já muito perto da uma da tarde.

Uma montaria cheia de actividade desde o início, como comprovaram as inúmeras ladras e o número de disparos registado, embora não abone muito sobre a pontaria dos caçadores. Mesmo assim no final obteve-se um excelente resultado.

O regresso dos caçadores, e recolha dos animais abatidos, foi um processo célere e teria permitido organizar um quadro de caça no local. Achei por isso deselegante a opção de não o fazer; apenas foi possível ver um amontoado de javalis, nada digno, diga-se de passagem, na traseira de uma pick-up. Uma desconsideração pelos caçadores, capitais actores do evento, já que muitos não se deslocaram até Macedo de Cavaleiros; descortesia ao Clube Desportivo e União de Caçadores de Morais, organizador da montaria; desapreço ainda pelas boas gentes de Morais, avezadas a conviver com os javalis, com as montarias e com os usos monteiros, mormente com o tradicional quadro de caça.

Só já muito perto das sete da tarde, e já sem luz natural, que os javalis foram expostos no recinto da feira. A hora tardia obrigou a que se realizasse de imediato o leilão pois o início do serão transmontano não tardava. Não se reuniram portanto as circunstâncias que permitissem apreciar condignamente os troféus, nem para os fotografar, sobretudo tendo em conta a multidão de curiosos visitantes da feira, que se acotovelava frente às reses.
 

 
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