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Gravuras rupestres
Caçador faz achado arqueológico em Tondela
 

     

Fonte: RTP

09-04-2008 11:57:55

 

Gravuras de arte rupestre, cuja origem se situará no Período do Calcolítico e Bronze Inicial, foram encontradas num eucaliptal de Vilar de Besteiros, concelho de Tondela, por um caçador, que as manteve em segredo durante 15 anos.

As gravuras, que representarão o culto da fecundidade, só agora foram dadas a conhecer, depois de o caçador ter contado o seu segredo ao professor Jorge Gomes da Escola Secundária de Tondela, que desde há 20 anos se dedica à investigação do património megalítico.

Em mais um dia de caça, há 15 anos, António Ferreira passou no local onde já tinha estado várias vezes e decidiu sentar-se para descansar, no cimo de uma formação rochosa.

"Primeiro localizei um buraco maior, depois comecei a notar que havia mais aprofundamentos na rocha, levantei as pernas e vi mais", contou, acrescentando que, entusiasmado, se levantou, começou a limpar o musgo que cobria a rocha e viu "que fazia um conjunto".

"Apercebi-me de que poderia haver aqui uma coisa com bastante significado", recordou, enquanto apontava para as gravuras, entretanto já traçadas a giz, que mostram o que parecem ser duas serpentes, uma imagem feminina com um recém-nascido a sair-lhe do ventre e outra masculina a oferecer algo aos deuses.

No entanto, como não conhecia arqueólogos ou alguém que se dedicasse ao estudo destas matérias, achou que o melhor que podia fazer "era guardar em segredo", para que o local "não fosse visitado por vândalos que estragassem uma coisa que, aparentemente, tinha algum significado".

Revelou o segredo apenas a um filho seu, com receio de que lhe acontecesse alguma coisa e "não houvesse um herdeiro conhecedor deste achado", e visitava-o com muita frequência, para ter a certeza de que continuava intacto.

O achado já foi dado a conhecer aos serviços regionais do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e à Câmara Municipal de Tondela, que prometeram preservá-lo e "fazer um estudo exaustivo ao local".

Até lá, António Ferreira e Jorge Gomes fazem questão de tapar o painel com folhas de eucalipto sempre que terminam a visita, temendo que os vândalos descubram o local, porque, como justifica o professor, "a população ainda não está inteiramente educada e não compreende o valor que (o achado) tem".
 

 
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