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Histórias de Caça

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Um belo susto
 

     

Autor: José Manuel Paulino

21-07-2008 10:00:00

 

Alguns dos protagonistas desta história
   
O António Liforo
   
Grupo de sócios da Serra Baixa
   
A história que vou contar é verídica e passou-se na zona de caça da Serra Baixa.

O António Liforo, um dos sócios mais aficionados nas esperas aos javalis, não costumava falhar uma única noite do período regulamentar, assim, apesar de ser véspera da abertura geral, lá foi tentar a sua sorte. E teve mesmo sorte porque acabou por atirar a um porco macho de bom tamanho que ficou no tiro, aproximou-se para apreciar o troféu, que era razoável e como é hábito quando se mata um porco macho, castrou-o.

O local não era acessível ao jipe, pelo que necessitava de ajuda para o transportar à mão até o¬nde o transporte chegasse. Entretanto como era um pouco tarde para arranjar ajuda e, lembrando-se que passadas poucas horas se juntaria aos companheiros que se reuniam no monte para a caça geral, não ia perder mais tempo pois de manhã, com a ajuda de dois ou três, seria fácil carregá-lo, até porque não estava muito longe do monte.

Reunidos de manhã, lá foram buscar o porco, entre os voluntários ia o Luís Cadena e o enteado, moço dos seus dez anos. Lá foram paleando sobre a caça como é óbvio, e rapidamente chegaram ao local.

O António Liforo descreveu o lance, acabando por apontar o sítio o¬nde tinha deixado o javardo, a equipa arregaçando as mangas para o trabalho, aproximou-se do local designado em passo apressado com grande curiosidade para apreciarem o bicho.

Estavam um pouco confusos a tentar localizá-lo pois não o viam, mas como o sítio era um pouco sujo, com muito pasto e de noite as coisas não são como de dia, certamente estava por perto, até porque o seu odor era bastante forte. Entretanto este pequeno adiamento no visionar do troféu, fazia subir a adrenalina nos mais curiosos que esquadrinhavam com o olhar o espaço à sua volta.

Imaginem só que a poucos metros, o porco sai de uma pequena depressão, arrancando direito a eles! “Ó pernas para que vos quero”, cada um corria o que mais podia! O javali estava bastante ferido e não fez mais do que a arrancada, e a equipa, passado o pânico, voltou à carga e mesmo sem arma de fogo remataram o bicho que acabaram por transportar para o monte juntamente com uma boa dose de fortes emoções.
 

 
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