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Análise de aves caçadas (época de caça de 2007-2008)
As Narcejas nos Açores
 

     

Autor: Carlos António Candeias Pereira

22-09-2008 21:40:16

 

Narceja de Wilson, Narceja-comum e Narceja-galega
   
Narceja-comum(esq.) e Narceja de Wilson(dir.)
   
Asa + rectrizes de Narceja de Wilson
   
Asa + rectrizes de Narceja-comum
   
Narceja necropsiada (Bolsa de Fabricius)[1]
   
Durante muito tempo pensou-se que as narcejas caçadas nos Açores eram aves oriundas do continente europeu e, eventualmente, indivíduos nidificantes e residentes no arquipélago. Dados recentes, relativos à última época de caça, assim como a análise de algumas referências antigas, revelaram que grande parte das narcejas caçadas nos Açores são aves da espécie americana, a Narceja de Wilson. É um dado surpreendente, sobretudo a percentagem de aves abatidas em São Miguel, que coloca ao mesmo tempo os Açores como o local da Europa com maior número de registos desta espécie.

A narceja, à semelhança do que acontece no continente, no arquipélago dos Açores é uma espécie cinegética. E, sendo os adeptos de Santo Huberto açorianos sobretudo caçadores de coelhos e pombos, é certamente a espécie menos caçada na região. Porém, um número crescente de caçadores tem-se dedicado nestes últimos anos com uma maior regularidade à caça da narceja. As razões devem-se sobretudo ao facto de se assistir desde há algum tempo a uma diminuição das populações de Coelho-bravo dos Açores e consequentemente a um período mais curto de caça a esta espécie. Por outro lado, uma crescente popularidade das provas de Santo Huberto nos Açores, e o consequente aumento do número de cães de parar, tem virado a atenção dos caçadores para esta espécie.

 

Embora se tenha assistido em anos recentes a um ligeiro declíneo: SPEC 3 (Em Declíneo), a nível europeu a Narceja-comum Gallinago gallinago não é uma espécie ameaçada. É nidificante no arquipélago dos Açores, só não se reproduzindo em Santa Maria e na Graciosa. Porém, as populações nidificantes de São Miguel e do Faial (3-5 casais em São Miguel e 10-12 no Faial), muito localizadas (Planalto dos Graminhais, Caldeira e serra da Feteira), apresentam-se bastante frágeis e ameaçadas. No caso do Planalto dos Graminhais por sofrerem pressão cinegética e, sobretudo, pela degradação do habitat. Nas restantes ilhas do arquipélago a população nidificante de Narceja-comum é estável (cerca de 400 casais no total), sendo o principal factor de ameaça a degradação do seu habitat de reprodução.

 

Durante o período de Outono/Inverno há um incremento grande de narcejas na região. Com efeito, na sequência da invernada na região Holártica, chegam aos Açores aves oriundas não só do continente europeu como da América do Norte: a Narceja-comum Gallinago gallinago, a Narceja de Wilson Gallinago delicata e a Narceja-galega Lymnocryptes minimus. Esta última, embora rara, é um invernante regular no arquipélago açoriano. Possivelmente uma parte destas aves perde-se na sequência da migração e chega ocasionalmente aos Açores, embora haja também indivíduos que invernam na região regularmente. Embora se pense que a população nidificante dos Açores é residente, não se sabe se, após a época de reprodução, efectua movimentos dispersivos entre ilhas/continente.

 

Um estudo continuado da análise dos quadros de caça, censos regulares (durante todo o ciclo anual), assim como a anilhagem regular desta espécie, durante a época de defeso, permitirão não só responder a algumas destas perguntas, como poderão ser no futuro uma importante ferramenta de trabalho para melhor compreender a dinâmica das populações e gerir a sua caça nos Açores.



Narcejas americanas nos Açores

 

A Narceja de Wilson Gallinago delicata, reconhecida pela A.O.U. (American Ornithologists Union) como uma espécie distinta desde 2002, é uma narceja comum na América do Norte. Embora muito semelhante à espécie europeia, assinaláveis diferenças de plumagem (16 rectrizes em vez das 14 nas europeias; interior das asas bastante mais escuro; barra das penas secundárias muito estreita; etc.), assim como um canto nupcial bastante diferente conduziram a esta classificação.

 

É considerada uma espécie ocasional, muito rara na Europa continental. Existem registos antigos de aves abatidas: dois para a Grã-Bretanha, um na Irlanda do Norte, três no Senegal e uma ave abatida em Portugal Continental (Benavente) em Dezembro de 2006. Algumas aves foram observadas e – bem – fotografadas em data recente em França, Inglaterra e Cabo Verde.

 

Embora administrativamente faça parte da Europa, em termos geográficos, localizado no Atlântico, o arquipélago dos Açores encontra-se a meio-caminho entre o continente europeu e americano. A ocorrência na região de aves oriundas da América do Norte não é portanto um dado novo. Numerosos registos, nos últimos cem anos, mostram que a passagem/permanência de aves dos dois continentes é habitual nos Açores. Na maioria dos casos, sabe-se que tal acontece na sequência de tempestades atlânticas: as aves, sobretudo juvenis de 1º Inverno, perdem-se e transportadas pelos ventos chegam às ilhas. Outras invernam no arquipélago açoriano com regularidade: as gaivotas, os patos, algumas garças e várias espécies de limícolas. Os dados recolhidos até ao momento, respeitantes às narcejas, também confirmam esta hipótese.

 

Por terem sido durante muito tempo consideradas como pertencendo à mesma espécie perderam-se numerosos registos de aves abatidas nos açores durante o século passado. E mesmo em data mais recente. Ainda, outras aves, fazendo parte das colecções de alguns museus, foram identificadas incorrectamente (são disso exemplo algumas aves que fazem parte do espólio do Museu Carlos Machado em Ponta Delgada) como fazendo parte da espécie euro-asiática.

 

Nos anos setenta do século passado, um conhecido caçador micaelense abateu, na Achada das Furnas, uma narceja que havia sido anilhada no Canadá.

 

Mais recentemente, Pedro Carreiro, também ele um caçador de São Miguel, apaixonado pela caça às narcejas, abateu durante a época de 1998-1999, oito aves. Depois de analisadas, o resultado foi surpreendente: quatro eram narcejas de Wilson! Três juvenis e um indivíduo adulto. Uma das aves à qual faltavam as rectrizes não foi identificada a espécie, embora se tratasse muito provavelmente duma Narceja-comum.

 

Os anos passaram e nunca mais esqueci essas narcejas. Na altura, sendo a amostra reduzida, composta por apenas oito aves, pensei que poderia tratar-se de uma coincidência, de uma época «atípica», embora o facto de haver aves de diferentes meses (Outubro, Novembro e Janeiro) deixasse entrever outras possibilidades. Só na época de 2006-2007 tive a experiência, como caçador,  com as narcejas dos Açores. Finalizada a última época, parecem não restar dúvidas: a Narceja de Wilson não só é um invernante regular como representa uma parte importante das aves caçadas no arquipélago. No caso de São Miguel cerca de 50% das aves abatidas. Embora, convém acautelar, não temos dados do Grupo Ocidental e, por viver e caçar em São Miguel, tenha aqui uma amostra muito desigual em comparação com as outras ilhas amostradas: Pico, Terceira e Graciosa.

 

Outras contingências

 

Por outro lado, o período venatório pode variar muito de ilha para ilha. Por exemplo, a caça à Narceja encerra em São Jorge no final de Novembro; no Pico, Faial, Graciosa e Flores no final de Dezembro e em São Miguel em meados de Janeiro; na Terceira só abre no início de Dezembro e encerra no final de Janeiro. Em Santa Maria e na Graciosa, o­nde a espécie não se reproduz, a sua caça está proibida na primeira, e na segunda o número de peças autorizado é superior ao das outras ilhas (4 peças/dia). Também existe uma variação no número de dias e no horário em que pode ser exercido o acto venatório a esta espécie. Depois, factores como a meteorologia também podem influenciar os resultados das caçadas, impossibilitando a caça em alguns dias. E este factor é de ter mais em conta numa espécie como a narceja que é caçada, no arquipélago, geralmente em locais acima dos 500/600 metros de altitude o­nde habitualmente chove mais e faz nevoeiro.

 

Um factor que pode influenciar na percentagem de aves abatidas (influenciou certamente) e que faria sorrir alguns académicos: a maior conspicuidade das narcejas americanas quando comparadas com as europeias. Com efeito, as narcejas de Wilson são bastante mais confiantes, perante o caçador e diante dos cães, permitindo uma maior aproximação. Depois, no levante/progressão nos primeiros metros, têm um voo mais lento. A alguns parecerá especulativo e, concedo, é um factor dificilmente mensurável, mas ainda assim a ter em conta.

 

Das amostras recolhidas (83 aves) e analisadas até ao momento, na época de 2007/2008, em 67 indivíduos foi determinado o sexo/idade através de necropsia; nos restantes casos (as aves da Graciosa e oito da Terceira) foi determinado sexo/idade através da análise das asas e rectrizes. Apenas em três casos não foi possível determinar o sexo, embora só num deles não tenha sido possível ver a idade (Narceja-galega).  

 

Os dados que aqui apresento, referentes à época venatória de 2007-2008, não são definitivos e podem sofrer de algumas contingências, como as acima referidas. A amostra não se encontra completa, faltando ainda algumas aves que serão em breve entregues por alguns colaboradores. A curiosidade e entusiasmo de alguns caçadores/colaboradores (os primeiros interessados na caça e na sua preservação) fez com que adiantasse alguns resultados neste artigo. Pela sua ajuda, entusiasmo e colaboração na recolha de amostras devo-lhes isso.


Alguns factos e considerações

 

Embora seja ainda cedo para grandes conclusões, pois apenas amostrámos a última época de caça, podemos avançar sem especular muito:

 

- A importância dos Açores como área de passagem/invernada para as narcejas: a Narceja-comum, a Narceja de Wilson e a Narceja-galega. No caso da espécie americana, os Açores assumem-se doravante como a região da Europa com maior número de registos.

 

- A particular importância de São Miguel nesta amostragem revelando, por comparação com as outras ilhas, uma elevada percentagem de aves americanas no «quadro final de caça». O facto de estarmos aqui perante um maior número de amostras não explica tudo. Seria importante no entanto ter uma amostra de aves do Grupo Ocidental, nomeadamente das Flores, por ser o local da Europa mais próximo do continente americano.

 

- A elevada percentagem de juvenis no número de aves abatidas. É um dado normal na análise dos quadros de caça, noutros trabalhos já anteriormente desenvolvidos (que normalmente poderão ser um bom indicador da saúde da população), no entanto, o ratio micaelense é bastante superior. Algo que não se verificou na Terceira o­nde o ratio Adulto/Juvenil se equilibra. No Pico verificamos também um maior número de juvenis. As aves da Graciosa eram todas juvenis.

 

- Verificou-se ainda um maior número de fêmeas nos quadros de caça em análise. Também aqui outros trabalhos efectuados confirmam esta «regra».

 

- Alguns destes aspectos estão bem estudados, em trabalhos já desenvolvidos na Europa e na América do Norte, e poderão ser correlacionados com os dados aqui apresentados. Por exemplo: a explicação para haver um maior número de juvenis poderá estar relacionada com o facto destes serem os primeiros a efectuar a migração e por os adultos, com excepção de Invernos muito rigorosos, ficarem mais perto dos locais de reprodução. Por outro lado sabe-se, além de ser do senso-comum, que os juvenis, menos desconfiados e com menor experiência, estão mais vulneráveis perante o caçador.

 

- Estas e outras conclusões serão mais detalhadamente respondidas proximamente; por ora sairiam do âmbito do que aqui nos propusemos (além de abusar da paciência do leitor): apresentar um relatório do quadro de caça às narcejas nos Açores (embora faltem algumas ilhas) na última época venatória.


Tabela 1. Dados das aves amostradas nas várias ilhas durante a época venatória 2007/2008 classificados por espécie, sexo e idade

Ilha

Mês

Narceja de Wilson

Narceja-comum

Narceja-galega

(Gallinago delicata)

(Gallinago gallinago)

(Lymnocryptes minimus)

Macho

Fêmea

Sexo

indefinido

Macho

Fêmea

Macho

Fêmea

Sexo ind.

Juvenil

Adulto

Juvenil

Adulto

Juvenil

Juvenil

Adulto

Juvenil

Adulto

Juvenil

Adulto

Juvenil

Adulto

Juvenil

São Miguel

Outubro

2

0

3

2

1

4

1

1

0

1

0

0

0

0

Novembro

5

0

6

0

0

6

0

10

1

0

0

1

0

0

Dezembro

2

0

2

0

0

2

1

0

0

0

0

1

0

0

Janeiro

0

0

0

1

0

0

0

1

0

0

0

1

0

0

Pico

Novembro

0

0

1

0

0

4

1

5

4

0

0

0

0

0

Terceira

Dezembro

0

0

0

0

0

1

1

0

2

0

0

0

0

1

Janeiro

0

0

0

0

1

0

0

1

2

0

0

0

0

0

Graciosa

Dezembro

1

0

0

0

0

0

0

2

0

0

0

0

0

0

Janeiro

0

0

0

0

0

0

0

1

0

0

0

0

0

0

Total

10

0

12

3

2

17

4

21

9

1

0

3

0

1








 
Agradecimentos

 

É grande a dívida que tenho para com os caçadores açorianos. Porque contribuíram desde logo com amostras. Desinteressadamente. Por amizade. Muitas vezes oferecendo-me as aves inteiras (e sendo eu caçador aprecio bem este gesto de desapego, nem sempre fácil: entregar o produto, potencialmente gastronómico, de uma jornada de caça, mesmo «em nome da ciência». Muito obrigado aos Senhores Caçadores: Adalmar Silva, Albano Martins do Vale, Armando Maçanita, Carlos Maçanita, Carlos Palhinha, Duarte Nuno, Eduardo Luís, Eduardo Mendonça, Gualter Furtado, José Carlos Correia, José Pedro Pacheco, Luís Motta Faria, Manuel Carreiro, Paulo Cruz, Pedro Carreiro, Rafael Cunha, Ricardo Rodrigues, Olívio Ourique e Vítor Borges da Ponte.

 

Aos meus amigos da SPEA-Açores e, em especial, à Azucena de la Cruz Martín, ao Carlos Silva, à Inês Lacerda, ao Hugo Sampaio, ao Joaquim Teodósio, ao José Benedicto Royuela, ao Ricardo Ceia e à Sandra Hervías Parejo. Pela ajuda e pelo seu apoio em todos os momentos.

 

 

Bibliografia sumária:

 

Bannerman, D. A., W. M., 1966. Birds of the Atlantic Islands. A History of the Birds of the Azores. Vol. 3. Oliver & Boyd, Edinburgh. 262 p.

 

BirdLife Intrnational (2004) Birds in Europe : population estimates, trends and conservation status. Cambridge, UK: BirdLife International.(BirdLife Conservation Series No. 12). 374 p.

 

Cramp, S. & Simmons, K.E.L.(Eds.). 1983. The Birds of the Western Paleartic. Vol. 3. Oxford University Press, Oxford, U.K. 913 p.

 

Devort, M. Troilliet, M. & Veiga, J. 1986. Les bécassines et leurs chasses. L’Orée, Bordeaux, France, 368 p.

 

Devort, M., Chevallier, F., Lethier, H., Olivier, G.-N. & Veiga, J. 1997. La Bécassine des marais – élements pour un plan d’action. C.I.C.B. & O.M.P.O., Paris & Confluences, Bordeaux, France. 103 p.

 

McCloskey, J. T. & Thompson, J. E. 2000.Aging and sexing common snipe using discriminant analysis. Journal of Wildlife Management 64(4): 960-969.

 

O.M.P.O. & C.I.C.B. 2000. Clé de Détermination de l’ âge et du sexe de la bécassine des marais Gallinago gallinago par l’examen du plumage. 8 p.

 

Pereira, C. 2005. Recenseamento de Galinhola Scolopax rusticola, de Narceja Gallinago gallinago e de Bufo-pequeno Asio otus no Arquipélago dos Açores. Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Lisboa. 49 p.

 

Prater, A. J., Marchant, J. H. & Vuorinen, J. 1997. Guide to the Identification and Ageing of Holartic Waders. B.T.O. Field Guide 17: 168 p.

 

Reid, M. 2008. Identification of Wilson’s and Common Snipe. British Birds 101: 189-200.

 

Rouxel, R. 2000. Les Bécassines. Eveil Nature et Science. 304 p.
 

 
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