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Relatos de Montaria

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Montaria de Vilarinho (Cova da Lua) - Bragança
 

     

Autor: António Manuel Bravo Lima Delgado

19-12-2008 18:17:49

 

   
   
   
Saímos de Vilarinho, bonita aldeia transmontana, lá para os lados de Bragança, pelas 00horas após reunião para ultimar preparativos, surpreendidos com a queda de neve, aliás já prevista, em direcção à Estalagem de Turismo (com quem o CMN celebrou um protocolo de preços especiais para os sócios) e onde se encontravam alguns monteiros resistentes, de reconhecido nome.

Data: 14 de Dezembro de 2008
Organização: Clube de Monteiros do Norte (CMN)
Postos: 41 dos 65 previstos
Capitão de Montaria: Valdemar Rodrigues
Director de Montaria: Fortunato Monteiro
Tiros: +,- 25
Matilhas: 6
Resultado: 5 javalis (1 navalheiro)


De manhã já com o sono em dia, tomado um bom pequeno-almoço, a beleza da neve deixou-nos maravilhados, tendo-nos acompanhado até Vilarinho, local de concentração para a montaria.

Como a neve teimava em não parar, caindo às vezes com bastante intensidade e batida pelo vento, recolhemos confortavelmente nas instalações da Escola, contando histórias e mentiras, recordando lances inolvidáveis de heroísmo, esperando pelo sol e o­nde crepitava um enorme fogueira para aquecer corações e cozinhar.

Raios de Sol!!!….., taco tomado à maneira transmontana em que nada falta inclusive dedicação, sorteio das portas, colocação rápida e Montaria começada.

Mal saíram as matilhas e após algumas ladras lá ia uma vara de javardos, facilmente distinguíveis em contraste com o branco da neve, começando a subir a serra o que ocasionou o inicio do tiroteio.

A beleza da paisagem alva e fechada era deslumbrante, parecia que estavamos na Roménia ou na Bulgária (e sem gastar tanto…), com os animais na mancha, com os matilheiros a pedirem junção de matilhas para tirarem os porcos mas com a neve por vezes muito intensa como que a proteger as reses, entrando-nos pelos ouvidos, pela boca e pelos olhos.

Mas os monteiros resistentes, sempre à espera dum bom lance para mais tarde recordarem, esperavam pacientes, respeitando as directivas, deixando passar bonitos corços e veados, memorizando estes com o contraste das imagens.

Montaria terminada, rapidamente recolhidos, confortados com o calor humano destas gentes transmontanas e com a fogueira, lá fomos contando histórias, por vezes verídicas.

Começou o melhor da Montaria, a refeição em si, sopa quente de cebola, massa com grão-de-bico e carne de porco cortado aos bocadinhos, acompanhados com um bom tinto que embora frio, ia muito bem, fruta quanto baste.

Nestas andanças da caça, há surpresas agradáveis como é o caso do Sr. Carlos Fernandes, presidente da direcção desta zona de caça, que com o seu sotaque bem bragantino, simplicidade e inteligência ofereceu as rezes ao CMN organizador.

Aqui o nosso BEM HAJA.

Calor humano havia, monteiros resistentes havia, gente simples a dar o seu melhor havia, javalis havia.

Quero voltar a Vilarinho na esperança de concretizar o lance, para mais tarde recordar.
 

 
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