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Relatos de Montaria

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Relato do posto 31
6ª Montaria do Pessoal da Casa do Pessoal da RTP
 

     

Autor: Gilberto Fernandes

12-01-2009 10:00:00

 

   
   
Antes de começar o meu relato, queria desde já agradecer a este espaço como também ao Nelson Cadavez pelo convite feito à minha pessoa em participar pela minha primeira vez nesta grande festa monteira, representado o Portal Santo Huberto.

Data: 10 de Janeiro de 2008
Local: Alegrete/Vale de Cavalos
Organização: Casa do pessoal da RTP com apoio da associação de caça e pesca de Alegrete e Vale de Cavalos.
Director de Montaria: Álvaro Amaro.
Mancha/Área: Grande Manha que se estendeu desde Alegrete até Besteiros.
Matilhas: 20
Postos: Mais de 120
Tempo: Sol mas muito frio, com temperaturas a rondar os 0 graus!
Tiros: Contabilizei 52, mas dada a extensão da mancha e resultado final, foram certamente muitos mais.
Resultado: 41 (Um bom navalheiro)


Sinceramente não sou muito apreciador de montarias com muitos postos, mas dado ao convite e o meu orgulho em escrever aqui há já alguns anos, fui, participei e não desgostei sobretudo pela festa, pelo convívio e pela iniciativa por parte do pessoal da casa do pessoal da RTP deforma a dignificar a caça e os caçadores. Na minha modesta opinião creio que o conseguiram bastante bem.

A manhã começou cedo e como era de esperar o meu relógio biológico não necessitou de despertadores. Às cinco da manhã, mal abro a “pestana” logo sou surpreendido pela voz da Maria dizendo-me “está na hora, levanta-te”. Enroscado nos lençóis e cobertores teimava em não me mexer, mas dentro de mim algo dizia “levanta-te preguiçoso. Está na hora!”.

Desço até ao escritório muito arreganhado com o frio, agarro na roupa arranjadinha no dia anterior, visto-me e eis que aparece a Maria João como todos os dias de caça para arranjar o pequeno-almoço. Uma pequena troca de palavras, um café, o habitual desejo de boa sorte, e rumo até Torres Novas ao som dos meus velhos CDs alegrando-me o espírito.

Chego a Torres, e à porta de casa já o pai me esperava ansioso! Tudo estava perfeito e agora com esta minha nova companhia o “som era outro”! Histórias de velhos tempos avivam-nos a memória, caçadas, e muita gargalhada aquece-nos o coração…….é com o pai que gosto de ir caçar e dado ao momento em que se encontra devido a um acidente vascular de alguma gravidade em finais de Julho passado, faço questão que me acompanhe (quando pode) para que tenha mais vontade, mais garra em recuperar e voltar a montear como bem sabe fazer.

Voltando novamente ao relato propriamente dito, chego a Portalegre e eis que fico surpreendido com algo pouco visto naquela região. Neve….sim, muita neve, muito frio e muito gelo, marcando no tablier do geep -4 graus!

Nunca tal tinha visto aquela terra assim e muito menos a bela serra de São Mamede completamente branca!

Pouco depois chego finalmente ao destino onde me esperava o nosso já conhecido Filipe Domingos e sua simpática esposa. Uma troca rápida de palavras, dirijo-me até à mesa para confirmar a minha presença e retirar o pequeno envelope como também receber gentilmente por parte da organização umas pequenas lembranças às quais ficamos sempre agradecidos. Calhou-me em sortes o posto número trinta e um, mas “Prognósticos só mesmo no final”!

Vou até ao recinto e eis que fico estupefacto com um mar de gente, entre homens mulheres e crianças (o que é sempre bom) e algumas caras bonitas…… Confesso que nunca tinha visto tanta gente, sobretudo tanta mulher numa montaria, o que na minha modesta opinião deu muito charme ao evento, tornando-se muito mais do que uma montaria. Sinceramente é muito bonito.

Depois do estômago muito bem forrado pelos muitos monteiros (o que nunca é da minha parte) pelo imenso repasto de qualidade e quantidade disponível, seguiu-se a tradicional palestra por parte do director da mesma Srº Álvaro Amaro, apelando à segurança e ao bem montear. Pouco depois já todos seguiam nas suas viaturas (camionetas) bem assinaladas rumo à grande mancha onde os javalis nos aguardavam calmamente nos seus encames.

Chegamos, e com muito frio a pouco e pouco lá nos fomos colocando nos postos que nos calharam em sorte bem marcados pela organização (pelo menos a minha armada foi). Infelizmente as coisas não correram bem para o meu lado e alguém (camionista que nos levou) colocou-se na dobra do cabelo à minha frente dentro da mancha (sem posto) alegando que os porcos normalmente se refugiavam nuns silvados por ali, e como tal tinha que ir para lá………Fico estupefacto com as palavras de justificação e antes que dissesse alguma coisa desapareceu pelo mato fora. Enfim…

O meu posto era belíssimo para não dizer espectacular ficando junto a um pequeno ribeiro tendo uma encosta ao meu lado esquerdo toda por minha conta, podendo disparar em qualquer direcção. A mancha à minha frente era composta por pequenos pinheiros, mato e algumas giestas num local bastante soalheiro bem junto a alguns castanheiros virada para a sol. “Cheirava-me” que iríamos ter animação e não me enganei!

Ao longe oiço a chegada das matilhas e muito pouco tempo depois surgem as primeiras ladras que foram uma constante à minha frente sempre que cada matilha por lá passava. Infelizmente não pude observar nenhum javali, mas o meu companheiro da frente (o tal) disparou a dois cobrando um, deixando-me um pouco triste com a situação em si pois talvez se não tivesse nos “silvados” mas sim num posto como mandam as regras da montaria e da boa educação, talvez a minha sorte fosse outra. Enfim….coisas de monteiros e montarias estragando um pouco decisão final.

Após finalizada com dois morteiros, rapidamente nos dirigimos até às viaturas e pouco depois estávamos novamente no local da concentração onde nos esperava um belo porco fatiado com batatas fritas deforma a aconchegar o estômago que reclamava há já algum tempo. As reses foram chegando a conta gotas (mas a horas decentes) e apesar dos poucos tiros que ouvi durante toda a montaria, fui surpreendido com a chegada de javalis (de bom tamanho) e informação da chegada de muitos mais!

Infelizmente por motivos pessoais não pude ficar até ao final da chegada de todas as reses como sempre faço e para o excelente jantar anunciado, mas por informação fidedigna soube que se cobraram quarenta um javalis, sendo de destacar o abate de um belíssimo navalheiro, demonstrando que afinal de contas a mancha tinha bastantes animais (na maioria porcas de bom tamanho o que requer alguma moderação para os anos seguintes, deforma a que os efectivos novamente se recomponham) e certamente houve muita acção por parte dos monteiros das outras armadas.

Alguns dos javalis cobrados. Na sua maioria porcas e machos jovens de bom tamanho, o que requer moderação para os anos seguintes deforma a que os efectivos se recomponham por completo.

Em suma tenho que realçar o grande esforço por parte da Casa do Pessoal da RTP e Associação de Caça e Pesca de Alegre e Vale de Cavalos em terem feito de tudo para que saíssemos satisfeitos. Antes de fazer o resumo final, há que referir que foi disponibilizado um passeio às senhoras, crianças e convidados não monteiros pela região (Portalegre) deforma a poderem passar o tempo livre enquanto nós monteiros nos divertíamos pelo monte.

Mais que uma montaria este evento foi sem duvida uma grande festa da caça e dos caçadores e mesmo não estando acostumado a este tipo de montarias, creio que não se poderia exigir muito mais à excepção de um ou outro pormenor normal de uma montaria deste calibre.

Ficou na memória um dia entre amigos que já não via a algum tempo e uma montaria à qual atribuo nota três mas em contrapartida nota cinco à Casa do Pessoal da RTP.

Os meus sinceros agradecimentos ao Portal Santo Huberto em especial ao Nelson Cadavez por me ter proporcionado um excelente dia.
 

 
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