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Relatos de Montaria

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Montaria de Rebordainhos
 

     

Autor: Pedro Couto

22-11-2004 18:00:00

 

   
1.ª Montaria do ano do Clube de Monteiros do Norte, sendo também a 1.ª realizada por esta direcção, que por mera coincidência também é a minha primeira, desta época venatória. A mancha com cerca de 200 ha e com coberto propicio à querença dos javalis prenunciava uma boa ou pelos menos entretida jornada de caça. O trajecto, contrariando o que é normal estava muito bem sinalizado, evitando as percas.

Depois das inscrições dos retardatários, como evitá-los? Ficando uma que outra vez sem caçarem.!... Seguiu-se o pequeno-almoço, antecâmara dos discursos e do sorteio.

Depois de breve alocução do novel Presidente do Clube, António Vilela, sendo o seu primeiro acto público, passou-se à apresentação dos ilustres convidados que nos prestigiaram com a sua presença e que passo a enumerar, por ordem de intervenção, com excepção do último:

1) Eng.º Castanheira Pinto – Presidente da FACIRC
2) Dr. Francisco Geraldes Neto – Subdirector Regional de Agricultura de Trás – os – Montes
3) Eng.º Rui Caseiro – Vice-Presidente da Câmara de Bragança
4) Eng.º Vítor José Teixeira Rego – Chefe de Divisão de Caça e Pesca da Circunscrição Florestal do Norte.

Depois da apresentação, pelo Eng.º Castanheira Pinto, genericamente de um projecto a implantar quanto à inspecção sanitária, passou a descrever em pormenor o mesmo, o Dr. Francisco G. Neto. O qual se pode descrever como sendo uma melhor e mais profícua recolha de dados sanitários, através da execução dos mesmos nos matadouros municipais, de Vinhais, Bragança, Vimioso e Miranda que estarão à disposição das organizações de caça, realizando a recolha das amostras e desmancha das reses, evitando assim o triste espectáculo da realização das mesmas a céu aberto e sempre sem as mínimas condições higiénicas sendo as primeiras a desmanchar aquelas que se destinam para fora do concelho, as mesmas são entregues embaladas e com a respectiva guia de remessa. Nas 48 horas seguintes todos os proprietários de carcaças serão informados do estado sanitário das mesmas, e no caso de rejeição a organização terá que devolver a quantia dispendida no leilão.

Logo após a intervenção do último interveniente, passou-se à designação do Director de Montaria, honra que recaiu no Presidente da Mesa da Assembleia-geral, Dr. Júlio Costa Carvalho que sem perder muito tempo, que já ia demasiado longo, passou ao tão esperado sorteio.

Pelas 12h30m começou a montaria, que se prolongaria até às 15h30m. A mesma foi animada não pelos muitos tiros, mas porque os mesmos foram dispersos ao longo do tempo.

A minha porta, a 65, possuía nas minhas costas uma esplêndida panorâmica, avistando-se lá ao longe, presumo, que seja a barragem do Azibo.

Dos Javalis cobrados, de realçar pela negativa, um navalheiro de bom porte e muito pouca boca.

Como notas finais, pequeno-almoço e almoço/jantar, de aceitável qualidade, só, porque confeccionados por populares da freguesia.

Local das refeições não muito de acordo com os pergaminhos do Clube.

Tardio começo da Montaria, não só devido ao elevado n.º de intervenientes (discursos), que todos esperam não se repita.

Mau trabalho de algumas matilhas, o que inviabilizou um muito melhor resultado.

Quanto ao programa apresentado (sanitário), parece-me de louvar no papel e na prática se todas as operações forem mais rápidas, houve que aguardar até às 20h00, pela entrega da carcaça. Será que no caso de um exemplar com troféu de muita qualidade o seu proprietário vai consentir? Eu não!... Se por azar se parte uma navalha ou amoladeira de quem é a culpa? Do Monteiro que abandonou o tão apreciado troféu!...

Até à próxima Montaria.

 

 
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