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Z. C. Associativas reivindicam a venda de jornadas de caça!
 

     

Autor: Miguel Avelino

10-07-2009 13:51:46

 

Placas diferentes = Objectivos iguais?
   
A reivindicação das Zonas de Caça Associativas em vender jornadas de caça, fez-me pensar no que está mal e motiva esse interesse.
Deve haver mais que uma razão, mas não posso deixar de expressar o que mais me indigna com esta problemática.


Na minha modesta opinião, isto deve-se ao facto de em grande parte das associativas, e ainda bem não todas, serem como que propriedade de meia dúzia de sócios gestores, normalmente da região da associativa, de uns quantos amigos deles, mais uns quantos funcionários deles e pessoas da região que nem caçam mas servem para encher lugares e assim vedarem o acesso a outros genuinamente caçadores, que na generalidade viriam de fora. Por fim uns quantos lugares para uns “coitados” forasteiros, porque o têm de ser, se querem ter sítio para caçar e para pagarem a custo de ouro o que para os naturais é a custo de ”tremoços”.

Gostaria de dizer que faço parte desses “coitados forasteiros”, se quero caçar!

Na pretensão de as Zonas de Caça Associativas venderem caçadas, vejo confirmada a minha suspeita da mal distribuição dos caçadores portugueses pelo território cinegético e injusta. Muitas das vezes só servem alguns privilegiados sócios e o fundamento das suas existências prende-se somente com objectivo de criar um tipo de feudo cinegético para servir em exclusivo alguns dos seus “proprietários gestores”, e não a comunidade de sócios.

Tenho assistido com frequência, o interesse de não quererem muitos associados. O fundamento principal, que descobri, segundo eles mesmo sem grande gastos nem cuidados têm sempre muito que caçar porque são muito poucos. Esta atitude, muito frequente, não tem em conta o facto de estar a ocupar território cinegético de Portugal que não é deles em exclusivo, mas sim de todos os caçadores portugueses.

É claro que, os que vêm a sua associativa como praticamente sua e de mais meia dúzia de amigos da região, não querendo partilhar com mais ninguém de fora, ficam com poucos recursos financeiros pois o licenciamento das associativas e o mínimo para ter a zonas sinalizadas tem custos que as quotas magras, “direitos por serem naturais da região”, não suporta. Assim há que encontrar formas de financiamento para as suas associativas, “feudos”. Vender caçadas!!!

Por isto tudo na minha opinião, sem querer ser dono de toda a verdade, quem veda ou dificulta acesso a entrar em associativas, alegando falta de vagas ou tornando o acesso muitíssimo caro, não devia poder vender caçadas.

Se o querem que sejam turísticas.


Saudações cinegéticas,
Miguel Avelino
 

 
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Comentário(s) (6)   Comentário(s) (6)    
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