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Comunicado de imprensa da SPEA
Discoteca ameaça as aves da Lagoa dos Salgados em Silves
 

     

Fonte: SPEA

10-07-2009 17:21:43

 

Terraplanagens a escassas dezenas de metros da Lagoa dos Salgados (SPEA)
   
Pato-de-rabo-alçado, espécies ameaçada de extinção presente na Lagoa dos Salgado (SPEA)
   
Tiveram inicio na semana passada os trabalhos de terraplanagem e desmatação, para a instalação da discoteca “Salt Beach Club”, junto ao estacionamento da Praia Grande, em Silves, a cerca de 150 metros da Lagoa do Salgados. Os trabalhos foram suspensos dois dias depois, por imposição do proprietário dos terrenos (Finalgarve), mas a SPEA teme que o assunto ainda não esteja encerrado.

Parece impossível, para o cidadão responsável e informado, que se pense em instalar uma discoteca ao ar livre para 5000 pessoas na margem de uma lagoa que alberga milhares de aves aquáticas, de várias espécies protegidas por Lei, algumas delas ameaçadas de extinção. Parece impossível, mas aconteceu no Algarve.

No mesmo Algarve cuja administração e promotores turísticos dizem “chega de desordenamento e destruição do património, vamos pensar a longo prazo e valorizar a natureza como imagem de qualidade”.

Os promotores do “Salt Beach Club” querem instalar uma discoteca para 5000 pessoas (mais automóveis, níveis de ruído elevados e a acumulação de lixos inerentes às festividades nocturnas) a 150 metros da Lagoa dos Salgados.

Esta é zona húmida classificada pela BirdLife International como Área Importante para as Aves. Esta lagoa alberga nesta altura do ano mais de 1500 aves aquáticas, que dependem desse local para nidificar e repousar. A instalação do referido empreendimento naquele local é um atentado contra a natureza e uma violação grosseira da legislação Nacional e comunitária.

A Câmara Municipal de Silves, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e a Administração da Região Hidrográfica do Algarve deveriam agir em conformidade com a Lei, tanto mais que são os responsáveis legais por fiscalizar e fazer cumprir a Directiva Aves no nosso país. Para além disso, foram avisados pela SPEA dois meses antes do início dos trabalhos que aquilo que estava a ser anunciado para a Praia Grande era uma ilegalidade e um atentado ambiental.

Mesmo assim as obras começaram na semana passada. Param dois dias depois, aparentemente por imposição do proprietário, Finalgarve, que publicamente diz que não autorizou o empreendimento, nem o deseja nos seus terrenos. Não vimos nenhuma comunicação pública nem conseguimos obter da CM Silves, CCDR ou ARH qualquer oposição activa a este empreendimento ilegal.

A SPEA vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que se cumpra a legislação e que este empreendimento não seja construído junto da Lagoa dos Salgados. Apela ao proprietário, à CM Silves e CCDR que façam o mesmo, com clareza e responsabilidade, no exercício das suas obrigações. Domingos Leitão, Coordenador do Programa Terrestre da SPEA, salienta que “é inacreditável que as autoridades administrativas tenham problemas em dizer não ao empreendimento “Salt Beach Club”, depois do trabalho conjunto de todos os interessados na aprovação de um empreendimento para os terrenos da Finalgarve, que salvaguarda a lagoa como uma mais valia ambiental e turística, e na aprovação de um plano de gestão para a lagoa”. Termina com um apelo “cumpram a Lei e, por favor, dêem uma oportunidade à natureza e ao turismo de qualidade no Algarve”.
 

 
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