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Políticos, caçadores e associativismo
 

     

Autor: Carlos Manuel Almeida Dornelas Campos

25-08-2009 11:30:00

 

Poderá a caça inverter a tendência de declínio em que mergulhou e devolver aos caçadores a vontade ancestral de caçar?

Na minha opinião, sim. Então, o que deverá ser feito?

 
   
 «... a colagem que invariavelmente se faz ao poder político e que o poder politico avidamente procura, tem sido o principal entrave ao desenvolvimento do verdadeiro associativismo e consequentemente da caça.» 
   

Hoje sou um caçador livre! Quero com isto dizer que não pertenço à direcção de nenhum clube relacionado com actividades cinegéticas ou piscícolas. Durante quase 10 anos pertenci aos órgãos sociais de um clube de caça e pesca da região centro no qual desempenhei as mais diversas funções, desde tesoureiro a presidente do concelho fiscal.

Tendo vivido por dentro o (pseudo) associativismo e não querendo generalizar, penso que a colagem que invariavelmente se faz ao poder político e que o poder politico avidamente procura, tem sido o principal entrave ao desenvolvimento do verdadeiro associativismo e consequentemente da caça. Não adianta sacudir a água do capote, a caça será sempre aquilo que os caçadores quiserem mas juntos não divididos.

Nenhuma direcção de nenhum clube conotada politicamente poderá reunir o consenso da maioria dos caçadores em torno de um projecto. Mesmo que esse projecto seja o melhor, a cegueira politica encarregar-se-á de o corromper, desvirtuar e acabará, invariavelmente, metido na gaveta.

Na minha opinião, vereadores, amigos de presidentes de câmara, dirigentes de partidos e afins deverão ser corridos das associações, rapidamente. Na direcção dos clubes e associações deverão estar exclusivamente caçadores. Pessoas cuja única preocupação seja a caça e os caçadores, todos os caçadores. Só deste modo será possível reunir o consenso e incutir nos caçadores a motivação e espírito de colaboração essenciais. 
   
 «Também a caça será coisa do passado se não houver mudança radical de mentalidades e creio que em muitos, muitos casos mudança de dirigentes.» 
   


Não há mais tempo para hipocrisia e comodismo. As zonas de caça, sejam elas associativas ou municipais sob gestão de clubes de caça ou associações, só terão algum sucesso quando, durante os largos meses em que não há actividade cinegética, os associados forem capazes de levantar o rabo do sofá e ir para o campo trabalhar na transformação de desertos em zonas atractivas para a fauna cinegética.

Na nossa região, o¬nde o cultivo dos campos foi há muito abandonado, já só restam silvas e matos o¬nde a fauna encontra poucas ou nenhumas condições para procriar e desaparece rapidamente.

Não nos iludamos, nos campos terá que voltar a haver comida e água em abundância, principalmente nos quentes e secos meses de Verão que debilitam o estado físico dos animais e os deixam totalmente vulneráveis às doenças virulógicas que facilmente se espalham com as primeiras chuvas do fim de estação.

A tarefa é árdua e gigantesca e nunca poderá ser levada a cabo por meia dúzia de dirigentes em que se revêem outros tantos pseudo políticos de cartola. É uma tarefa para todos os caçadores, todos e não alguns. Se os caçadores não forem capazes de perceber a fragilidade em que se encontra a caça e de se reunirem naquilo que é essencial o caminho que resta é curto e tem um fim anunciado. Pagar quotas, pegar na espingarda no dia 15 de Agosto, 5 de Outubro ou qualquer outro dia, é coisa do passado.

Também a caça será coisa do passado se não houver mudança radical de mentalidades e creio que em muitos, muitos casos mudança de dirigentes.

Um abraço e bons dias de trabalho árduo no campo pois estou certo que as boas caçadas virão a seguir.
 

 
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