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Revista de Imprensa

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Nordeste Transmontano
Má gestão pode comprometer futuro da caça
 

     

09-12-2009 18:00:00

 

A pequena dimensão das zonas de caça do distrito dificulta a gestão por parte das associações e até pode comprometer o futuro de algumas espécies.
No mapa do ordenamento cinegético do distrito de Bragança, as zonas de caça associativas aparecem em maior número, mas apresentam áreas inferiores às zonas de caça municipal. Enquanto a média da área de cada zona associativa se situa nos 2000 hectares, nas municipais o termo delimitado para cada zona ascende aos 2500 hectares. Olhando para o ordenamento por concelho, Bragança, Mogadouro e Macedo são os municípios com maior área ordenada.


Considerando que as colectividades do Nordeste Transmontano não estão a fazer uma gestão adequada da caça, o presidente da Federação das Associações de Caçadores da 1ª Região Cinegética (FACIRC), Raul Fernandes, defende a aproximação de associações para desenvolverem um trabalho conjunto.
“Quanto maior é a zona de caça mais fácil é a gestão. Por isso, temos que deixar a nossa capelinha e começar a fazer aproximações, mantendo cada uma a sua identidade. Temos que saber gerir conjuntamente um determinado espaço”, realça o responsável.
Na óptica do dirigente, é preciso caminhar para os planos globais de gestão das zonas de caça, sob pena de se comprometerem algumas espécies selvagens que povoam o Nordeste Transmontano.
“Nós estamos a trabalhar numa mesma população. Quando exploro os javalis na minha zona de caça, não estou a caçar só os que estão na minha zona, mas todos os animais que se movimentam naquela área. Se eu exerço uma pressão forte e o vizinho do lado faz o mesmo, estamos a dizimar um potencial que se pode manter se o soubermos gerir”, explica Raul Fernandes.

Distrito de Bragança à frente do distrito de Vila Real no que toca ao ordenamento cinegético

O responsável diz mesmo que, por mais que custe aos caçadores, é preferível parar de caçar uma determinada espécie para manter a sua continuidade do que continuar até ao ponto de já não haver solução. “Para termos caça no futuro é preciso fazer uma melhor gestão, que passará por equilibrar a definição do número de caça para determinada espécie com aquilo que temos no terreno. Antes de abrirmos a caça devemos saber o que realmente temos e, se for caso disso, sabermos parar”, alerta o dirigente.
A abertura das colectividades que gerem a caça no distrito é, por isso, essencial para desenvolver o sector. “A maioria das associações estão muito fechadas em si mesmas. Por exemplo, a Associação de Caça de Grijó e Vilar do Monte é um bom exemplo, pois temos um campo de treino aberto a toda a comunidade”, enfatiza Raul Fernandes.
Raul Fernandes afirma que a região tem um forte potencial cinegético, que deve ser gerido de forma a contribuir para o desenvolvimento económico local.
“Nós temos um vasto território, a única coisa que nós não temos é uma gestão eficaz dos nossos recursos”, lamenta o dirigente.
Para contrariar esta situação, o responsável defende a criação de condições favoráveis à caça, nomeadamente a aposta na recuperação de habitats, no conhecimento das espécies e na formação das pessoas que estão à frente das zonas de caça.
Fazendo uma análise dos números referentes ao ordenamento cinegético verificamos que a área ordenada no distrito de Bragança é superior à do distrito de Vila Real, tal como acontece com o número de zonas de caça. (ver quadro)

 

 
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