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Relatos de Montaria

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Montarias de Padroso e Avelar - Montalegre
XXIV Encontro Venatório do Nordeste Transmontano
 

     

Autor: Álvaro Moreira

15-02-2010 11:42:26

 

O Director de Montaria, Engº. Duarte Pessoa
   
A confirmação das inscrições
   
Aspecto do mata-bicho
   
A entrega da arma sorteada
   
O quadro de caça de domingo
   
A magnífica Serra do Larouco foi o cenário condigno e apropriado para a realização anual do Encontro Venatório do Nordeste Transmontano, como local da primeira das duas montarias que tradicionalmente integram este relevante evento da caça maior – também assim se viu como CAÇA e CONSERVAÇÃO DA NATUREZA são compatíveis, se complementam e não subsistem uma sem a outra.

PADROSO (Montalegre - Associação Cinegética do Larouco)
Data – 6-Fevereiro-2010
Organização – Clube de Monteiros do Norte
Área da mancha – +/- 400 ha
Portas – 100
Matilhas – 10
Tiros – +/- 40
Tempo – nublado, vento moderado e frio.
Director de Montaria – Engº. Duarte Pessoa
Capitão de Montaria – Valdemar Rodrigues
Quadro de caça – 4 javalis, de porte razoável


Um dia frio, cheio de nuvens e bastante vento, próprios da época, não foi suficiente para retirar a boa disposição geral ao longo de toda a jornada.

Uma mancha com coberto de carvalhos miúdos, que emergiam do mato rasteiro de urze, esteva e giesta – um coberto diversificado e sempre interessante, que justificou a presença inúmeros corços na mancha (houve portas em que se avistaram aos 10 e 20 !!!), número este a merecer com urgência a caça sustentada deste cervídeo.

Ao som de uma corneta e após a confirmação das inscrições, as animadas conversas sobre as últimas proezas de caça que todos têm para contar, um enorme pavilhão acolheu os inúmeros monteiros para o animado pequeno almoço, sem bebidas alcoólicas,
medida em que o CMN foi uma vez mais pioneiro, e que já frutificou generalizada e rapidamente em outras organizações de montarias, seguindo-se uma breve apresentação do evento e a explicação da mancha por responsáveis do CMN, a alocução do director da montaria, o sorteio das portas com a entrega de brindes ofertados pela Turcaça/Sportrofa.

A colocação correcta de um cartaz identificativo das armadas permitiu uma boa saída das armadas, para a mancha.

A pouca quantidade de disparos ouvidos foi criando ao longo da montaria uma sensação de expectativa dado o constante avistamento generalizado de corços, ouvindo-se esporadicamente tiros, o que não correspondeu à realidade, já que foram avistadas bastantes reses na mancha mas não tendo havido a desejada concretização no tiro – 2 navalheiros saíram bem feridos mancha fora em direcção a Espanha (a montaria realizou-se mesmo na fronteira).

Muitas das ladras ouvidas deveram-se ao elevado número de corços, já sabidos na zona, o que sempre torna difícil o trabalho das matilhas.

No final, e agora ao som das concertinas, foi servido um ligeiro e apetecido lanche enquanto se preparava um quadro de caça a preceito, depois leiloado.

Ao jantar, com um abundante e forte “cozido barrosão”, seguiram-se os discursos da praxe com intervenção do Presidente do Clube de Monteiros do Norte, do Presidente da Federação das Associações de Caçadores da 1.ª Região Cinegética, do Director Regional do Norte da AFN e encerrados pelo Presidente da Câmara Municipal de Montalegre e o sorteio de um javali e uma espingarda, e depois o das anunciadas inúmeras prendas de artigos de caça, sendo a mais cobiçada uma espingarda, ofertadas pela Turcaça/Sportrofa, patrocinadora do Encontro.



AVELAR (Montalegre – Zona de Caça Municipal)
Data – 7-Fevereiro-2010
Organização – Clube de Monteiros do Norte
Área da mancha – +/- 400 ha
Portas – 90
Matilhas – 10
Tiros – +/- 150
Tempo – nublado, vento forte e frio
Director de Montaria – Raul Fernandes
Capitão de Montaria – Valdemar Rodrigues
Quadro de caça – 10 javalis


Avelar, Zona de Caça Municipal de Montalegre constituiu uma agradável surpresa aos monteiros participantes, matilheiros e organização, dado o elevado número de javalis presentes na mancha, o que revela bem que um trabalho realizado com dedicação produz os seus frutos.

Inscrições confirmadas umas, outras de última hora (o mau hábito não termina), alguma demora devido à burocracia exigida do preenchimento das credenciais de caça, seguiu-se o esperado pequeno almoço sem bebidas alcoólicas, as usuais prelecções, conselhos e explicação da mancha por responsáveis do CMN e pelo director da montaria, o sorteio e a rápida colocação e saída das armadas para um longo trajecto até às portas na mancha.

Lá do alto da minha porta, junto a uma cama de corço no feno ainda quente e com “azeitonas” reluzentes, a tremer com a fria ventania, a cidade de Montalegre mesmo ali aos pés, um monte em cascatas de pequenos altos, descia até um verdejante e recortado vale lá ao fundo. Do lado contrário, por detrás das eólicas, um “sujo” o­nde os javalis se refugiavam, num coberto misto de carvalhas, pinheiros e abetos que emergiam do mato rasteiro de urze, esteva e giesta, contrastando com uma paisagem deslumbrante da Barragem dos Pisões.

Um silêncio sufocante na primeira hora, a trazer maus presságios, mas de repente começa-se a ouvir o trabalho alegre dos cães, muitas ladras e tiros constantes – mas a qualidade da pontaria mais uma vez não esteve brilhante, era domingo…

E como era domingo, um reconfortante ensopado de vitela barrosã foi o suculento almoço, todos a querer regressar a casa ainda com a luz do dia.
 

 
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