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Lançamento do Romance, “Largueza” de António Luiz Pacheco, no Norte (Mirandela).
 

     

Autor: Luis Augusto Melo Guimarães

09-02-2011 17:04:46

 

   
"O povo Português espalhou-se pelo Mundo, em busca dessa largueza, partindo como as andorinhas … Alguém sabe porquê?"



No fim de semana passado, foi apresentado em Mirandela entre um elevado número de amantes do campo, da caça e do bom “viver”, o Romance “Largueza” de António Luiz Pacheco.

Chegou-me às mãos apenas nesse dia (não mais cedo, por opção ao saber da sua apresentação no meu Norte), e nessa mesma noite comecei a lê-lo.

Embora se trate de uma obra volumosa (dois grossos volumes) que se não lê propriamente num par de horas, dando largas à minha habitual avidez de leitura, consumi já cerca de metade do seu primeiro volume.

Confesso que quando algum livro me desperta sobre maneira, o leio num quarto do seu razoável e comum tempo, porque deixo para segundo plano tudo aquilo que faz parte das minhas outras actividades extra profissionais.

No entanto, pela forma como nos é apresentado o livro, os assuntos abordados, e o imediato envolvimento que senti desde a primeira página (como se dessa aventura eu fizesse mesmo parte), determinou que devo travar o meu entusiasmo distribuindo a sua leitura compassadamente, para dessa forma poder “mastigá-lo” bem, ao invés de devorá-lo, como me apetece fazer.

E porquê?

Porque Largueza, vislumbrei imediatamente nas primeiras páginas que li, é um livro com a especificidade de poder ser agradável a qualquer amante da leitura, mas essencialmente com a particularidade de “tocar” de uma forma inédita um segmento importante da nossa gente, que prima atentamente pela preservação dos bons costumes, pelo orgulho nas suas raízes e história, pela defesa das ancestrais actividades como a caça e a pesca, e pelo sentimento crítico em relação ao banal e medíocre que cada vez mais envolve a nossa identidade e a generalidade da sociedade.

“Tocará” também, e de uma forma muito especial aqueles que amam a aventura, que gostam de apreciar as soberbas paisagens do mundo que o cimento ainda não invadiu, e os apaixonados pelo silêncio contagiante dos campos que só avNatureza nos proporciona, sem mordaça.

Enfim, penso que “tocará” toda essa enorme classe, que tem ainda a coragem de se desviar da estúpida rotina de vida que passou a ser modo e modelo no nosso Mundo contemporâneo.

Será ao mesmo tempo um estímulo àqueles que trabalham (e trabalham por vezes muito duro), para também senão essencialmente, poderem fazer o que gostam na vida e da sua vida.

…um pouco à semelhança do que o Luiz escreve no prólogo do seu livro quando a ele próprio se refere “... digo que sou caçador e viajante, trabalhando apenas para o poder fazer...”.

Este romance faz despertar também uma incontrolável vontade de iniciar coisas que sempre desejamos fazer e não fizemos, coisas que guardamos no arquivo da nossa memória para realizar num amanhã que normalmente nunca chega, de ir a lugares planeados que nunca passaram de meros planos, de fugir e gritar alto às vicissitudes da vida que nos atrofiam..., em suma, desperta em nós a vontade de realizar e satisfazer sonhos novos e velhos (alguns já da nossa infância), e que o tempo maldito deixou esfumar.

... e reconhecer esta grande verdade que o Luiz Pacheco escreve“ ... o que vale a pena em ser criança é ter sonhos, e o que vale a pena em ser adulto é realizá-los”.

Estou certo de que terei muito mais que dizer sobre esta obra aquando do fim da sua leitura, mas a verdade é que não resisti a no imediato partilhar a minha primeira impressão e ao mesmo tempo manifestar ao Luiz, o desejo de que este romance venha mesmo a ser (num conceito novo)incluído numa “selecta literária” qualquer, e poder desse modo incentivar outros rapazinhos (qual Luiz Pacheco) para o prazer da escrita, para o desejo da aventura e para a paixão do Romance.


Luis Guimarães
 

 
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