| | 118 Utilizadores on-line |    

Login [Entrar]

 
   
 
 
Artigo

Início

Anterior


Um perigoso auxílio ao tráfico ilegal de marfim
A hipocrisia lutando pelo fim do dinheiro que protege os elefantes
 

     

Autor: CRISTIAN OLIVEIRA

03-08-2014 13:01:37

 

Washington, DC – O Safari Club International (SCI) expôs a hipocrisia de cinco grupos defensores de direitos animais em um novo relatório, que mostra um lado ineficiente e perigoso na regulação do equilíbrio da vida selvagem.

Chamado “A Stampede of Hypocrisy: How animal rights activists poach elephant donations”, o relatório contraria as propagandas realizadas pelos ativistas de direitos animais, realizadas para embalar sua agenda radical de chamar para si a atenção da mídia, atacando a caça sustentável e altamente regulada de elefantes africanos.


Os ativistas misturam e confundem caçadores legais com caçadores ilegais (furtivos, poachers). A caça legalizada e regulamentada é controlada sob aspectos de locais e quotas de animais por ano que podem ser abatidos, somente após rigorosos estudos prévios de necessidade de abates. O dinheiro arrecadado com as licenças é revertido para a economia local e ao combate contra a caça ilegal (furtiva, poachers). Os caçadores legalizados são a maior fonte financiadora para a guerra contra os caçadores ilegais (furtivos, poachers).

Sobre o número de animais caçados legalmente, em 2012 cerca de 500 autorizações foram concedidas para caça de elefantes somando os países do Zimbabwe, Tanzânia e Botswana. Estas licenças, somaram menos de metade da quota definida como segura pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens. Além disso, este número foi de apenas 0,15% do total da população de elefantes nestes três países, que ultrapassa 325 mil animais.

Já a caça ilegal (furtiva, poachers) tem como objetivo o tráfico internacional de marfim, é sustentada por máfias de criminosos internacionais poderosos, que lucram milhões de dólares com a venda ilegal de marfim. Estes invadem propriedades privadas, santuários e reservas ecológicas e abatem milhares de elefantes por ano sem autorização, sem pagarem licenças, sem respeitar quantidade, tamanho, idade e nem sexo dos elefantes.

Mas apesar da gritaria dos ativistas, que se julgam “representantes dos interesses dos elefantes”, o relatório do SCI aponta números que mostram os milhões de dólares contribuídos por caçadores para as comunidades africanas, para as economias e para os resultados na guerra contra a caça furtiva (caça ilegal, ou poaching). Estes valores superam em muito os recursos “quase insignificantes” conseguidos diretamente para a conservação de elefantes através de grupos defensores de direitos animais.

As cinco entidades de direitos animais citadas, coletivamente, tiveram uma receita de 170 milhões dólares, mas apenas cerca de 1 centavo de cada dólar foi revertido para a conservação de elefantes na África(!), de acordo com as recentes declarações de impostos anuais.

Ainda mais preocupante: Em maio de 2014 dois destes grupos foram acionados judicialmente por suborno e extorsão, envolvendo um valor de 15.750 milhões de dólares.

Os fanáticos anti-caça mascaram a verdade por trás da comoção dos leigos, desinformados em conservação de vida selvagem. Esses grupos sabem que a caça é adotada como uma atividade econômica com resultados positivos em áreas o­nde os meios de subsistência humanos são inseguros e a caça ilegal (furtiva, poacher) tem mais poder.

A caça regulamentada diminui a pobreza, garante a subsistência e fornece a maior parte dos fundos para o sucesso dos programas de conservação de habitats e animais. Os recursos advindos da caça legal são grandes, tem uma porcentagem muito alta revertida diretamente para conservação, e são muito importantes no combate à caça furtiva e ao tráfico internacional de marfim.

“O esforço para acabar com a caça legal e regulada de elefantes não vai prejudicar somente as economias locais, mas vai também pisar nos esforços contra a caça ilegal (furtiva, poacher).” Declarou o presidente Craig Kauffman, do SCI.

A hipocrisia de um dos grupos vai ainda mais longe, pois eles reconhecem que as populações de elefantes são saudáveis ​​e até mesmo necessitam de um número anual de abates em algumas regiões… E então dois destes 5 grupos utilizaram subsídios dos contribuintes norte-americanos para o controle da natalidade de elefantes na África do Sul!!!

O relatório do SCI também detalha as classificações dos grupos de direitos dos animais, dadas pelo Instituto Americano de Filantropia (AIP). O AIP classificou como “C-menos” para um dos grupos, que gasta até metade do seu orçamento em “despesas gerais”, e  “C-plus”, “C” e “D” a 3 dos outros 5 grupos, por suas práticas de gastos questionáveis.

Comparativamente aos recursos gerados pelos defensores dos direitos animais, os recursos geridos pela caça legal e controlada são infinitamente superiores. Só o Programa de Gestão de Recursos Indígenas (CAMPFIRE), que promove a gestão da vida selvagem e os programas anti-caça furtiva e tráfico de marfim, em 12,7% do Zimbabwe, recebe 70% de sua receita através da caça legal.

As receitas de caça geram US $ 200 milhões por ano só em áreas rurais e remotas das regiões sul e leste da África.

Somente o Safari Clube Internacional, desde 2010, passou U$ 170,000 diretamente em projetos contra caça ilegal (furtiva, poaching), e desde 2003, a Fundação SCI passou U$ 750.000 para proteção dos animais na Africa, através do  African Wildlife Consultative Forum.

Sem os cerca de 200 milhões de dólares gerados pela caça legal, a caça ilegal (furtiva, poacher) e o tráfico de marfim iriam aumentar exponencialmente, já que uma das principais fontes de recursos no combate a estas práticas nocivas e ilegais provém da caça legal e regulamentada.

Os gestores da vida selvagem na África sempre publicaram claramente que a caça legal e regulamentada é vital para as economias e para sustentar os esforços na guerra contra a caça furtiva e o tráfico internacional de marfim.

Levando em consideração que os recursos provenientes das entidades de defensores dos direitos animais não é aplicado de maneira suficiente na vida selvagem, o resultado de banir a caça legal pode ser desastroso, como mostra o artigo em anexo.

Certamente o fim destes recursos da caça legalizada será um “tiro no próprio pé”, ou mais grave ainda, “no próprio peito” dos verdadeiros direitos animais, os de não serem dizimados ou extintos pelos traficantes de marfim. A batalha pelo fim da caça legal e regulamentada está dando uma grande ajuda indireta, um grande incentivo não premeditado aos criminosos da caça ilegal e do tráfico internacional de marfim.

Os grupos de defensores dos “direitos animais” não conseguem levantar o mesmo volume de fundos que a caça gera para a proteção dos elefantes contra o comércio ilegal de marfim, tem gastos “questionáveis” em relação a distribuição de recursos, e ainda atiram contra quem está conseguindo gerar estes importantes recursos contra os criminosos traficantes de marfim.

Controverso pra quem luta pelos “direitos animais”, não?!

Veja o relatório completo aqui. ->http://firstforhunters.files.wordpress.com/2014/07/a-stampede-of-hypocrisy3.pdf<-

Artigo publicado no blog coisasdomato.blog.com

Não é permitida a cópia deste texto sem mencionar o link do blog: coisasdomato.blog.com

Cristian Oliveira

 

 
Imprimir   Imprimir
     
     
     
     
 
 
 
Votos (5)    
 
     
   
     
  Voltar

 
 

| Ficha Técnica | Aviso Legal | Política de Privacidade |

 

(TES:0s) © 2004 - 2017 online desde 15-5-2004, powered by zagari