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Relatos de Montaria

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Montaria de Ano Bom
 

     

Autor: Pedro Couto

05-01-2005 12:00:00

 

   
Levantar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer. Ditado popular que mais uma vez tive de cumprir em parte, já que a idade, não permite que a última parte se cumpra. Destino. Alfândega da Fé.

Montaria : Quinta de Zacarias (Z.C.T.) Alfândega da Fé
Data : 2 de Janeiro de 2005
Organização : Propriedade e Grupo de Monteiros
Postos : 50
Custo : 35 €
Tiros : + 100
Resultado : 7 Javalis (1 Pequeno Navalheiro)
Tempo : Nublado
Matilhas : 3

Motivo, realização comemorativa de Boas entradas Monteiras em 2005. Ponto de paragem, Restaurante S. Sebastião, ponto para o pequeno-almoço e demais de marches preparatórias duma montaria.
Depois de reconfortada a barriguinha, pelas 09h30, com um belíssimo menu, aliás apanágio deste simpático restaurante, passou-se às informações da praxe, já de todos conhecidas mas que não faz nada mal relembrar, para mais tratando-se de mancha com corsos. Pelas 10h30 partiu-se para a mancha, tendo a montaria tido o seu início pelas 11h45.

Desta vez sim. Porta de “sonho”, ao que nos levam os ruços, boa zona de tiro com um coberto relativamente alto. Vistas panorâmicas para duas encostas, que acabaram por ser as zonas nevrálgicas da montaria. Desde que cheguei à porta que comecei a ouvir os grunhidos de porcos, em sinal de desassossego. Desta vez sim, comecei a realizar a tão propalada rodagem das munições, ainda que poucas, não tendo todavia rodado de pernas para o ar nenhum dos ruços. A porta ao meu lado deu cerca de 12 tiros e, eu quase que a apanhar bonés. À minha esquerda, mas em barranco diferente, breve começou o foguetório, que proporcionou o pequeno navalheiro cobrado. Algum tempo depois sem cães, os ruços que se encontravam à minha frente, resolveram desencamar, começando aí então a verdadeira fuzilaria. Os monteiros da chapada contrária não sabiam a qual disparar, mas, lá foram cobrando e ferindo alguns, tal a quantidade de porcos levantados mais os que vinham tocados pelos cães, ainda a alguma distância. O Martins e o Renda só por si deram, respectivamente, 23 e 28 tiros tendo no fim cobrado 2 ruços cada um e, se melhor apontassem melhor resultado teriam, mas, parece-me que a água com que lavaram a cara bem cedinho estava um pouco turva, para além das matilhas não terem perseguido nenhum dos vários porcos feridos.

Perto do fim da montaria alertei os matilheiros, da presença de algum porco por debaixo da minha porta, solicitando a entrada da matilha nos silvedos próximos, na minha direcção, tendo-me sido dito que não valia a pena pois os “ponteiros?” já por lá tinham passado, pouco depois quando já se encontravam um pouco afastados um pequeno podengo lá detectou um que arrancou, assustando o pequeno invasor que fugiu a boas patas. Resultado, o porco que devia ter parado nas nossas portas, lá seguiu em sentido contrário tendo no entanto, depois de ter sido primeiro errado a cerca de 5 metros pelo Renda acabou por ser ferido pelo mesmo e rematado, quando seguro, como mandam as regras a punhal e não a tiro.

A montaria finalizou cerca das 15h30, quando ainda se ouviam alguns tiros isolados. Os que se salvaram ficam para a próxima.

A recolha dos bichos foi demorada e trabalhosa devido à configuração do terreno com bastante declive e socalcos.

A opinião geral é de que as matilhas ou os matilheiros não realizaram um bom trabalho. Nunca mais aprendem, uma matilha não se pode comportar como um rebanho de cabras, com o pastor atrás ou ao lado. Ficaram porcos feridos sem serem cobrados por desinteresse dos matilheiros, que diziam estarem cansados e interessados em chegarem o mais depressa possível aos carros (atrelados dos cães).

Houve um monteiro que avistou uma vara com cerca de 18 animais, mas, a caçadeira não chegava lá. Outros varas de 11 e 5. Na gíria a mancha estava atestada.

Mais uma vez se notou a falta de mais matilhas.

Como já disse no princípio muito bom pequeno-almoço, tendo o almoço/jantar não desmerecido.

O “pequeno” que o Renda rematou apareceu com um “arganel”, teria estado preso?!... Mais uma brincadeira.

Uma curiosidade, dos 7 javalis cobrados 6, foram-no pelo “grupo” de Viana do Castelo.

Outra curiosidade, um dos javalis cobrados pelo Martins (Miche), era um pequeno navalheiro, mas, quando foram para o capar, virou uma boa porca. Sempre há cada uma!...

Já vai longo este pequeno relato, pelo que aproveito a oportunidade para desejar um FELIZ 2005.

Saudações Monteiras.
 

 
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