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Relatos de Montaria

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Montaria de Tondela
 

     

Autor: Pedro Alexandre Bravo Lima Delgado

25-01-2005

 

   
O Clube de Caça e Pesca do Concelho de Tondela realizou nesta data, a primeira de três montarias agendadas para a presente época venatória.

Montaria: ZCM de Tondela
Data: 22 de Janeiro de 2005
Organização: Clube de Caça e Pesca do Concelho de Tondela
Tempo: Sol com céu limpo
Custo: Sócios-25€; A-30€; B- 35€; C- 40€; D- 50€
Matilhas: 5
Postos: 88
Tiros: ± 90
Resultado: 5 Javalis

A concentração, cujo início previsto para as 8:00 horas foi cumprido por boa parte dos monteiros, praticamente todos conhecidos, teve lugar na sede do Clube instalada na antiga estação da CP. Este magnífico espaço anteriormente degradado e agora cuidadosamente recuperado, fruto de árduo e dedicado trabalho da Direcção, constitui um exemplo das mais valias que a caça e os caçadores constituem para as localidades, em múltiplas vertentes como neste caso, a recuperação do património.

Confirmada a inscrição prévia, com opção à posse da rês abatida por um custo extra, atacamos um pequeno-almoço sempre pantagruélico nestas montarias, onde não faltou o excelente vinho do Dão e as especialidades da zona. O convívio entre os monteiros e matilheiros, assim tão bem acompanhado, rapidamente se estendeu até às 11:30 h, altura em que foram dirigidas algumas palavras pelo Presidente da Direcção, Sr. José Coimbra e pelo Director de Montaria, tendo-se dado início ao sorteio das portas.

Ficamos a saber que foram marcadas 3 manchas, tratadas desde há 3 meses, e que só numa se iria realizar a montaria. Este procedimento permitiu escolher a mancha que daria mais garantias na salvaguarda do sossego e permanência das reses, face ao boicote da noite anterior que alguém (?) com interesses menos legais para com a caça e a Direcção do Clube, tem vindo a realizar insistentemente.

A mancha a montear foi dividida em duas zonas, Ermida e Brás Alves, para uma mais rápida colocação das portas, cabendo três e duas matilhas respectivamente, obrigando assim as reses a deslocarem-se entre a totalidade das portas.

Após o sorteio, a partida das armadas foi rápida, apesar das trocas de viatura que alguns monteiros menos atentos e mais conversadores, sempre têm de efectuar à última hora.

Durante a viagem, que foi um pouco longa mas com bons acessos, viaturas cobertas e equipadas com fardos de palha dando alguma comodidade aos monteiros, observamos os cuidados postos na segurança, nomeadamente na sinalização de caminhos, para quem faz da natureza e da sua destruição um parque de diversões sem qualquer limitação e totalmente gratuito, ao contrário de nós caçadores, que para além das licenças, taxas, etc. ainda temos de investir na preservação e melhoria da natureza e ambiente…

Chegados à mancha, esta era constituída por pinhal e eucaliptos com um coberto de fetos, tojo e silvas bastante fechado, atravessada por linhas de água. A colocação das portas foi célere e de seguida foi dado o foguete de início. As ladras não se tardaram a ouvir assim como os tiros. Na sorte coube-me a porta 3B (Brás Alves), no fecho da mancha junto ao rio, sem grandes vestígios de passagem, mas onde decorrida cerca de meia hora, cobrei um navalheiro de bom porte mas de presas pequenas.

As portas ao meu lado não seguraram duas reses, uma das quais de bom tamanho, originando a saída dos cães para fora da mancha e a consequente espera do matilheiro para reunir “as tropas”. Espera longa e muito dificultada pelo facto de na encosta fora da mancha, se encontrarem outros porcos, alguns encamados, e que os cães continuavam a levantar. Notou-se uma quebra dos tiros e da animação, que seria retomada já na parte final ao longo das portas colocadas no alto da mancha e após bom trabalho das matilhas.

No final cobraram-se 5 boas reses, tendo sido a recolha de duas delas bastante difícil, mas recompensada por uma enorme fêmea “navalheira” com cerca de 100 kg.

O almoço foi assim servido um pouco tardiamente, mas com uma qualidade e ambiente, que superou o atraso e as melhores expectativas dos “esfomeados”.

No balanço global, a organização do evento teve o excelente nível ao qual já nos habituou a equipa do Sr. José Coimbra, que mereceu, no final do jantar, um aplauso unânime pela determinação e trabalho sempre demonstrados em prol da caça e na luta intensiva contra interesses menos claros que infelizmente ainda persistem.

Sinceramente e para bem de todos os que gostam da caça, esperamos ver por muitos anos esta mesma equipa da Direcção à frente dos desígnios desse Clube.
 

 
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