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Relatos de Montaria

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Montaria de Outeiro
 

     

Autor: AGOSTINHO BEÇA

15-02-2005 12:30:00

 

   
Após o sorteio, o director de montaria, em breves e oportunas palavras, advertiu os presentes quanto às normas de montaria e de respeito por tudo que este acto de caça envolve. É sempre bom lembrar estas coisas com alguma solenidade!

Montaria: Zona de Caça Municipal do Sabor
Local: Outeiro - Bragança
Data: 5 de Fevereiro de 2005
Organização: Câmara Municipal de Bragança, Junta de Freguesia de Outeiro e Associação de Caça e Pesca de Outeiro - Bragança
Taxas (€): A – 20; B – 25; C – 30; D – 40
Tempo: Céu limpo, frio seco
Matilhas: 7
Director de Montaria: Tenente-coronel Aquilino Ala
Postos: 127
Tiros: ± 60
Resultado: 12 javalis (1 navalheiro)

Ordeiramente e sem contestações, cada monteiro foi levantar o colete fluorescente, com o número correspondente à sua porta e que serviria posteriormente como senha de acesso para o almoço. Esta questão merece nota de destaque, por ficar mais uma vez demonstrado que alguns sectores da sociedade civil, neste caso os caçadores, sabem muito bem organizar-se e usar os meios de segurança adequados, mesmo não sendo ainda obrigatório. Como uma boa chamada de atenção para os legisladores, em matéria de prevenção de acidentes, está esta prática a difundir-se cada vez mais. É incontestável a visibilidade que proporcionam a todos os intervenientes, embora ainda haja quem pense que os javalis se afastam daquela cor ...!

A mancha estava, com grande sabedoria e habilidade natural, tratada por Lucas Silveira e João Paiva, da Associação de Caça e Pesca de Outeiro - Bragança. De manhã cedo foi verificado que os porcos permaneciam efectivamente na mancha. Consta-se na aldeia que “... o Lucas fala com eles ... conhece-os ...”. Tudo indicava que iria certamente haver boas oportunidades e bons lances.

Com eficácia e rapidez foram colocados todos os monteiros e, por volta das 13:00 horas, é lançado o foguete de início da montaria.

Belíssima porta! O rio Maçãs estava com uma espessa camada de gelo, mas o sol permitia que a temperatura fosse amena. A seca invernal prolongada já revela os seus efeitos nocivos. A vegetação queimada pelas geadas consecutivas não é muito agradável. Esperemos que chova em breve!

Sem ser esperado, sem ladras nem cães a persegui-lo, passa um javali de tamanho razoável, numa fraga limpa, perfeitamente visível e ao alcance de tiro, mas mandam as normas não cortar as reses ao companheiros. Uma assobiadela curta para avisar o companheiro da porta ao lado. Esgotou as munições sem acertar. Passados cerca de 15 minutos, latia no rasto um cão isolado, seguido a boa distância do resto da matilha, sem matilheiros. Cerca de uma hora mais tarde, uma ladra muito animada, com os ponteiros na frente, sem chegar a ver de que animal se tratava, mas parecendo que seria um corço. A matilha passou novamente mais tarde, desta vez acompanhada de batedores e matilheiros, o que animou outra vez os monteiros daquela armada.

Nos comentários finais constatou-se que os porcos estavam quase todos na mancha do Castelo e que foram observados pelo menos dois corços. Não há montaria, nesta Zona de Caça, em que não sejam vistos, sendo também frequente observarem-se nas jornadas de caça menor. De ano para ano, há referências de, pelo menos, quatro machos na faixa entre os dois rios (o Sabor e o Maçãs). Talvez seja tempo de começar a pensar na sua exploração, com conta, peso e medida ...

A organização primou, em quantidade e qualidade, tanto no mata-bicho como no almoço. Bom desempenho das matilhas e dos matilheiros, apesar do terreno excessivamente seco.
 

 
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