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Relatos de Montaria

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Montaria de Valverde da Gestosa
 

     

Autor: António Neves

01-03-2005 19:30:00

 

   
Foi a última montaria de um conjunto às quais demos o nome de “Montarias da Terra Quente”. Esta mancha, a “Serra de Valverde”, com cerca de 600 ha, foi pela primeira vez monteada, possuindo o habitat propício para a reprodução de javalis. Sabe quem por aqui caça há longos anos, essencialmente aos coelhos e aos pombos, que aqui é terreno “deles”; por isso esperávamos uma boa jornada de caça.

Montaria: Zona de Caça Municipal Beira Tua
Local: Valverde da Gestosa – Mirandela
Data: 19 de Fevereiro de 2005
Organização: Zona de Caça Municipal Beira Tua, António Neves, Paulo Valbom e Valter Cadavez.
Taxas (€): A – 10; B – 25; C – 30; D –35
Tempo: Céu limpo com muito calor para a época
Matilhas: 11
Postos: 143
Tiros: ±110
Resultado: 11 javalis (1 Bom Navalheiro)

No intuito de ganharmos algum tempo, sabendo do elevado número de inscritos e contando com alguma demora na colocação dos monteiros no terreno, decidimos fazer o sorteio das portas no acto da inscrição. Após terem recebido o panfleto, com as regras de montaria (pena é que alguns insistem em não as querer cumprir), o número correspondente à sua porta que posteriormente serviria como senha de acesso para o almoço, os monteiros dirigiram-se para as suas armadas.

Com alguma rapidez, atendendo ao elevado número de participantes, foram colocados todos os monteiros, tendo-se lançado o foguete de início da montaria, pelas 13:00 horas.

Decorria a Montaria há cerca de 20 minutos; escutavam-se os primeiros tiros. Era o António de Barcel, tinha atirado a uma vara de 11 porcos, tendo morto um. Após alguns minutos, na minha porta, a 64, desce o eucaliptal, na minha direcção, um bom javali. Para meu espanto, perseguido por apenas um cão, que a certa altura faz um agarre ao javali pelos membros posteriores, não o largando por alguns segundos. Mira feita e o “holosight” ligado, escutei um tiro da 65, que obriga o javali a mudar de trajectória, passando à minha frente, a cerca de 20 metros, tendo-lhe feito dois tiros, evitando o terceiro pois o cão estava novamente muito perto do animal. Uns metros à frente escutámos uns grunhidos muito fortes; dizia o 65, “já o agarraram, só lhe consegui dar um tiro o cão vinha em cima dele”. “Era o Marante”, dizia o Valter quando ali chegou e lhe descrevi o que tinha sucedido.

Montaria animada pela quantidade de tiros dados, terminando pelas 15:30 horas.

Dos 11 Javalis cobrados, a salientar um bom navalheiro, segundo o Renda, monteiro com grande experiência. Como notas finais, pequeno-almoço e almoço de aceitável qualidade e um bom trabalho por parte das matilhas e matilheiros em virtude do calor que se fez sentir.

Termino, agradecendo às Entidades que aderiram e apoiaram a iniciativa “Montarias da Terra Quente” e aos monteiros que nos acompanharam nestas jornadas de caça, esperando no futuro uma maior envolvência, ao nível local, de todas as partes. Em minha opinião, temos na Terra Quente das melhores manchas de Javalis de Trás-os-Montes, facto que está a ser subaproveitado pela maior parte das entidades gestoras das Zonas de Caça da nossa região.
 

 
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