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Carta enviada pelo o autor à revista Tribuna da Natureza
Caça no Século XXI – uma atitude com sentido
 

     

Autor: António Luiz Pacheco

25-07-2005

 

   
"uma actividade legítima, com a mística própria de ser tão antiga que remonta aos pré-hominídeos e que os deveria fascinar pela sua ancestralidade e evolução até aos dias de hoje. Os grandes caçadores e os grandes homens, das artes, da cultura, da ciência e da política, os humanistas, que a ela se dedicaram, quer caçando quer estudando-a, deveriam também merecer o Vosso respeito e atenção. Só então poderão falar de caça."

À revista
“Tribuna da Natureza”
Aos Senhores Miguel Dantas da Gama e Paulo Santos.

Publicou esta revista um artigo de opinião, da Vossa autoria, intitulado “CAÇA NO SÉCULO XXI – Um «desporto» sem sentido”.

A sua leitura preocupou-me, mais do que me indignou, e me leva a responder-lhes, como caçador com 36 anos de actividade, rural e ainda como cidadão livre, evoluído e esclarecido, em pleno uso de todos os meus direitos, e que ao contrário do que pretendem transmitir, sei exactamente porque caço.

Este artigo pelas afirmações que são feitas e incorrecções de que enferma, demonstra o total desconhecimento dos seus autores pela actividade cinegética e constitui um enumerar de lugares-comuns, de ideias preconcebidas, vulgares em quem “julga que é contra a caça”, e assim o crê porque, repito, no seu desconhecimento e falta de ilustração sobre o que significa a caça e ser caçador, apenas se debruça sobre o acto de matar animais, como se fora gratuito.

Ora a caça é muito mais do que isso e em primeiro lugar só existe, porque existem animais; sem eles não há caça! Depois a caça é uma cultura, foi a primeira actividade do homem que a ela deve a sua evolução, e, foi a mãe ou esteve na génese de tantas ciências.

Grandes vultos da humanidade foram ou são caçadores, o que deveria fazê-los pensar ainda no que digo – o Dr. Félix Rodriguez de La Fuente e a sua atitude para com a caça, deveria ser para todos uma fonte de inspiração…acaso se julgam mais esclarecidos do que ele? Ser caçador é um modo de estar na vida, uma filosofia, como não o é por exemplo “jogar ténis”. A caça não é, definitivamente, um desporto!
.
O que escrevem no referido artigo, é o que Vocês pensam que a caça é, o que é muito diferente do que a caça é na realidade: uma actividade legítima, com a mística própria de ser tão antiga que remonta aos pré-hominídeos e que os deveria fascinar pela sua ancestralidade e evolução até aos dias de hoje. Os grandes caçadores e os grandes homens, das artes, da cultura, da ciência e da política, os humanistas, que a ela se dedicaram, quer caçando quer estudando-a, deveriam também merecer o Vosso respeito e atenção. Só então poderão falar de caça. Não pretendo que sejam praticantes, mas que sejam sérios e rigorosos na Vossa apreciação e pelo menos deixem de ser adversários, o que só o esclarecimento permitirá. Os homens sempre rejeitam e combatem aquilo que desconhecem…é o Vosso caso!

Foto do Livro "A Arte da Cetraria" de Felix Rodrigues De La Fuente

Não creio que seja má-fé, apenas ignorância e insensibilidade, que como é tónica no Mundo actual levam á intolerância e provocando clivagens dão os sinistros resultados de que a nossa história, sobretudo a contemporânea, está repleta.

Da análise do Vosso texto, não-científico, passo a enumerar as imprecisões ou falsidades e a contrapor o que facilmente se pode comprovar, não da minha simples e humilde opinião, mas com factos concretos. Não venho aqui atacar-vos mas defender a caça e esclarecer-vos, e, a quem me leia. No fim indicarei obras e autores, académicos, investigadores, filósofos ou simples caçadores, que se dedicaram ao estudo do assunto, e que aconselho consultarem pois muito melhor os ilustrarão sobre estes temas.

1 - Começam por confundir caça com luta. A luta é um confronto de adversários e não é o que existe na caça; na caça um animal tenta apoderar-se de outro, e o consegue ou não, mas nada tem a ver com o confronto físico, que todavia pode existir. O leão caça, e a zebra foge…o leão e a zebra não se enfrentam numa luta como um leão enfrenta outro leão que lhe disputa o território ou duas zebras que disputam uma fêmea!

Em todos os grupos animais, em todos os estratos, há caçadores e presas, não há agressores. O homem foi presa até arranjar maneira de se libertar dessa condição e então passou a ser predador, embora ainda hoje seja presa de carnívoros como os felinos ou crocodilos.

Quem busca o confronto dedica-se a desportos de combate ou integra grupos belicistas,
não se torna caçador.

2 - O homem começou a caçar pela necessidade de obter carne, e não para lutar com os animais, obviamente, pois o primeiro princípio de qualquer ser vivo é a preservação da sua integridade. Por isso caça presas adequadas aos seus recursos, que não o façam correr riscos desnecessários e sobretudo que lhe proporcionem uma quantidade de energia pelo menos igual à que despendeu na sua captura. Qualquer ser caçador está de alguma forma em vantagem sobre a presa, ou nunca a capturaria; a vantagem do homem é a inteligência e o engenho que com ela desenvolveu e lhe permitiram criar os meios para ter essas mesmas vantagens, que são outra tendência natural. É por demais evidente que o homem-caçador nunca satisfez nenhuma necessidade de confrontação nem a procurou, pois será sempre perdedor em relação á ave que voa, ao coelho que corre muito mais, ao javali mais bem armado ou ao urso muito mais forte!

3 - O homem não aprendeu a caçar em grupo com os lobos, pela simples razão de que os lobos nunca tiveram a dispersão geográfica do homem. O homem aprendeu sim a actuar em grupo, de forma natural, por ser um animal social.

- O homem começou a caminhar sobre os membros anteriores, para poder portar objectos nas mãos – entre outros as suas armas, sem dúvida.

- O homem desenvolveu a linguagem para comunicar, exactamente para coordenação do grupo nas caçadas.

- O homem desenvolveu um comportamento social de entreajuda e cooperação na e para a prática da caça.

- A manufactura de armas foi a primeira actividade, motivada pela caça, como o desenvolvimento posterior de técnicas de fabrico, medicina, artes, magia-religião, conservação de alimentos, a zoologia, etc., foram derivadas das necessidades da caça.

4 - O homem natural, o do campo, não tem “aversão” aos animais. Há sim competição com alguns o que é diferente. Aversão tem os citadinos a ratos, insectos, osgas e outros seres a que não estão habituados. O camponês indiano não pode ter “aversão a cobras” nem a lavadeira africana “aversão a crocodilos”, ou o pastor mucubal “aversão a leões”, como o seareiro de arroz não pode ter “aversão a mosquitos”…se o tiverem terão de se mudar para a cidade…

5 - Outra questão que confundem, é que a motivação do caçador é ancestral. Por ter deixado de ser vital é que passou a tradição e não o contrário. Concordemos que hoje a caça já não tem por motivação a sobrevivência, mas se manteve porque entendida como forma de cultura, acompanhou o homem ao longo da história e dos tempos, e evoluiu!

Hoje a caça assume outros aspectos igualmente importantes para o ser humano, como o equilíbrio, a destreza e sobretudo o conhecimento e respeito pelas leis da natureza.

A caça continua a ser uma escola de valores, e ao contrário do que se afirma no artigo, revela e desenvolve o altruísmo e a entrega, pois o caçador vence-se a si próprio - ao desconforto, a fadiga, esforço físico, a fome, a sede, frio, calor, o medo… -, e mantém a coesão e o espírito de grupo que desde tempos imemoriais a entreajuda do grupo de caça obrigava, assim como a posterior partilha dos animais caçados com o resto do grupo, estimulando portanto actos de generosidade.
 Foto: "O Espírito de Equipa" Autor: Raul Fernandes

Além disso a caça tem códigos rígidos de ética que se os caçadores conhecem, escapam aos observadores leigos e menos atentos:

- “Caçar para o monte“, isto é as peças caçadas são normalmente divididas ou sorteadas pelo grupo de caça e ajudantes ou assistentes, assim como o farnel e alguma “propina” para estes.

- Não se atira a aves no chão.

- Não se atira a animais “na cama”.

- Não se atira a fêmeas nem a animais imaturos, nem a fêmeas com crias.

- O caçador não abandona a presa ferida, o código de honra obriga-o a procurá-la e todos os demais ajudam na sua busca.

- Dar morte rápida e limpa ao animal, sem o fazer sofrer desnecessariamente.

- Etc!

6 - Quem reduz os espaços vitais e remete os animais a “guetos” são as múltiplas actividades humanas que nada têm a ver com a caça e maioritariamente praticadas exactamente pelos não-caçadores. Afirmar o contrário é uma leitura errada e uma falsidade, além de uma injustiça enorme, como facilmente se comprova! Os animais revelam-se em toda a sua magnitude, soltos e em liberdade, caçando e sendo caçados, e ao homem-caçador só assim lhes interessa perseguir e apresar. Negá-lo é negar a caça, ou não a compreender!

7 - Outra falsidade enorme e evidente, é que ao contrário do que se diz no artigo, a grande maioria dos caçadores são exactamente os rurais, de tradição, que vivem e trabalham no campo. Não os confundir com os novos habitantes do campo, os urbanos em busca de uma espécie de tempo perdido e de um bem-estar que nada tem a ver com a atitude camponesa. Estes adoram o campo, mas ao fim-de-semana e quando o tempo está bom… E que dizer dos grupos de BTT e motoquatro, ou dos passeios em TT? Dos grupos de caminheiros e de todos os novos invasores do campo que perturbam e transgridem, sem o perceber sequer?

O pior exemplo é recente e teve como consequência o maior incêndio que ocorreu em Espanha, causado por um grupo de “amantes da Natureza” em passeio, que cheios de boas intenções, mas desconhecedores como habitualmente, da vida ao ar livre, fizeram um churrasco o­nde não deviam…

8 - Respondendo objectivamente à questão posta no artigo, que reforça ainda o argumento de ignorância por parte de quem a põe, que nem sequer se deu ao trabalho de pensar na resposta, tão óbvia:

- A prática da caça é um retorno à Natureza e mais do que isso é um retorno ao início do homem, um exercício de liberdade absoluta. Para tal o homem tem de reencontrar a sua condição de animal-predador, ou seja tem de se sentir seguro e portanto armado; sem estar armado retoma sim a condição de presa que ele rejeitou. Um caminhante armado de cajado é apenas um passeante, um turista de máquina fotográfica é apenas um apreciador da paisagem, com motivos legítimos e compreensíveis, enquanto que o caçador é o homem regressado ao seu passado, em glória de predador, que satisfaz um desejo natural de busca e captura da presa. Aqueles não!

9 - O homem não destrói a Natureza. Ela é indestrutível e infinita!
Pretender que a destrói ou protege é a maior prova do seu desconhecimento. A Natureza suporta o homem, mais um inquilino, que actua sobre ela, e destrói-o quando o entende por este se afastar ou agir demasiado, através de catástrofes naturais e de epidemias como sucede actualmente e mais do que nunca! Quando muito o homem destrói-se a si próprio…o que é a Natureza a controlar e eliminar factores negativos.

Os auto denominados “defensores da Natureza”, pecam pela arrogância extrema, própria dos homens, julgando-se a medida de todas as coisas, recolhidos nos seus apartamentos climatizados, com os frigoríficos atestados, assistindo a imagens sem esforço nem risco, aprendendo por colagem às opiniões de outros, tão mal-formadas e manipuladas quanto mais sofisticados forem os meios de as obter e transmitir, e não percebem que são NADA no seio da Natureza, para nem falar no Universo!

A visão antropomórfica do Mundo, e o desconhecimento directo da Natureza, pelo afastamento progressivo desta, a que hoje pretendem regressar, mas mantendo a sua atitude e postura errada de juiz e manipulador, são exactamente contrárias ao que seria necessário: - Uma vida vivida próximo da Natureza, interagindo com ela, como na caça, ensina que não se pode dominá-la!

10 - Outro grande erro!
- Se os amigos dos animais acham que se caça pelo “gozo de matar”.

- Então é legítimo que os caçadores achem que quem ama os animais, pretenda ter sexo com eles!

Isto coloca a questão no mesmo patamar do desconhecimento mútuo e do absurdo.
Só porque nunca pensaram na caça, nem a estudaram ou tentaram perceber, poderão concluir tal enormidade, porque vendo as coisas pelo seu prisma, caçar é apenas matar animais, e o móbil só pode ser o prazer de exercer a violência, como amar só se consuma com o acto sexual que é uma consequência desse amor!

E o­nde ficam os sentimentos puros e elevados? Florence Nithingale ou a Madre Tereza de Calcutá eram o quê? Taradas sexuais? E S. Francisco Xavier?

Aquilino Ribeiro, Miguel Torga, Manuel Alegre, foram ou são sádicos sanguinários?

Tudo porque nem sequer tentam perceber o que está por detrás da caça, e como só concebem sentimentos violentos e de ódio, não entendem que o que motiva o caçador não é a raiva, mas sim o instinto que o leva a querer apoderar-se das presas, matando-as pois é o que dita a Natureza, o­nde a morte de uns é o viver de outros.

11 - A atitude de exibir troféus é primitiva sim! Mas não inqualificável, demonstra pelo contrário o apreço que o homem-caçador tem pelo animal que caçou, o troféu honrando-o na proporção directa da dificuldade em o obter, e o valor que o animal possui e lhe transmite.

Concordo que hoje não faz sentido, de um modo geral, exibir troféus de forma gratuita, até porque não temos o direito de ferir susceptibilidades nem agredir os que sentem de forma diferente de nós.

Mas também isto é uma prática ancestral de quando os caçadores regressavam com o alimento precioso e portanto vitoriosos, celebrados pela comunidade.

Ainda hoje nas aldeias do interior, desse “Portugal Profundo”, o­nde a horta é feita a poder de braços e suor, muitas vezes já só por velhos, o javali que destruiu um batatal de subsistência é um verdadeiro inimigo dessa gente de existência simples e próxima da Natureza, e, o exibir dos despojos no largo da aldeia dá corpo a uma “vingança colectiva”, como exorcismo, e mais se a carne for partilhada o que tantas vezes sucede.

É um acto que não tem só a ver com a caça, mas sim algo de profundamente telúrico que vem da noite dos tempos e quem escreveu aquele artigo não poderá nunca alcançar.

12 - Mais uma vez errado e profundamente injusto é o sentimento expresso no artigo sobre a actuação dos caçadores na preservação dos animais.

São exactamente os caçadores o principal, se não único sector, a patrocinar e a sustentar, promover e preservar aos animais.

Por acaso foi a Vossa associação quem pagou e andou no terreno a distribuir comida e bebedoiros, por todo o país?

Quem acudiu à Tapada de Mafra após o incêndio do ano anterior, quotizando-se e fornecendo rações, cereais e palha para os animais?

Sejam pelo menos honestos, pensem um pouco nas coisas e informem-se!

13 - Os direitos dos caçadores são absolutamente legítimos!

Existimos desde sempre, somos cidadãos como os outros, contribuímos para o bem comum e sustentamos a nossa actividade. Há leis e regras.

Entre nós há artistas, gente de cultura, médicos, cientistas, filósofos, humanistas e gente anónima, simples e boa, como em todos os sectores da sociedade, de todas as origens e níveis sócio-económicos. Dizer o que dizem, além de disparate é ofensivo e uma falsidade, provando ainda o total desconhecimento daquilo que pretendem avaliar.

A caça tem o estatuto da tradição, uma mística que vem da mais profunda ancestralidade, e por isso se manteve, desde os primórdios – foi a primeira actividade do homem. O homem quando caça integra-se na Natureza e esta o suporta por isso.

Quando a espécie humana desaparecer, se alguém ficar, será o caçador podem crer!

 

    Foto: "A Tradição" Autor: Pedro Couto

14 - Os comentários à forma de caçar são outro chorrilho de inverdades do mais puro ou intencional desconhecimento da actividade cinegética!

Há muitas formas de caçar e muitíssimas técnicas, consoante os animais que se caçam e até diversos modos de caçar cada uma das espécies. A que referem é apenas uma entre centenas, divergindo o esforço físico entre uma caçada aos tordos “na passagem” ou uma caçada ao íbex das montanhas! Na maioria dos casos o esforço físico é imprescindível para o sucesso.

15 - Infelizmente a caça é cada vez menos praticada, como referem, embora não por sentimentos anti-caça, mas pelo cada vez maior afastamento da Natureza a que os jovens estão sujeitos, e havendo sentimentos anti-caça será pela manipulação e intoxicação cultural das pessoas através de artigos como este.

Do mesmo modo: como, quando e o­nde é que a nossa existência depende ainda da biodiversidade? Nas grandes concentrações urbanas o­nde a actual sociedade se amontoa!

Cada vez mais as pessoas vivem encaixotadas em aglomerados que para serem construídos, se manterem e ligarem entre si, ocupam e substituem a paisagem natural. O desenvolvimento urbano poderá sim acabar com a caça, mas porque não se pode caçar em centros comerciais, estádios de futebol ou jardins!

Será muito difícil perceber que, embora tendo modos de pensar diferentes, teremos de ser aliados na defesa desse interesse comum?

Sem caça não há caçadores, é algo que nós já de há muito sabemos. Então quem serão os maiores interessados em que haja animais? Será assim tão difícil explicar, e perceber, que nem estamos em guerra com os animais nem queremos matá-los a todos…pensem um bocadinho!

Fica ainda também o desafio que lanço e intitulo:

“CAÇA NO SÉCULO XXI – uma atitude com sentido”
  
Porque não analisar e discutir a caça pela positiva, descobrindo porque mantê-la e em que é que pode ser útil, não a rejeitando liminarmente?

Actualmente só faz sentido e subsiste aquilo que tenha uma função útil. A caça, à semelhança de tantos outros sectores, não está bem nem é perfeita – basta ser praticada por homens -, mas evoluiu e continuará a evoluir por ser uma actividade viva. Há que educar o caçador, ajudá-lo a evoluir e a entender-se a si próprio, à sua actuação que deve ser adequada e actualizada, tornando-o consciente, e virando-o ainda mais a favor da Natureza, no que tem o maior interesse:
 

    Foto: "A Estética" Autor: Pedro Rodrigues

- A caça é uma actividade económica que movimenta pessoas e gera receitas, essas receitas devem ser reconduzidas para a conservação e na correcta utilização dos recursos naturais.

- A caça é uma escola de valores, humanos e sobretudo de respeito pela natureza e animais que devemos potenciar, divulgando e promovendo-a.

- A caça pode ser o garante da preservação da própria espécie humana, ajudando-a a entender a sua parte animal e a integrar-se na Natureza.

- A caça será ainda a razão e um meio para manter e desenvolver a biodiversidade, a preservação de espécies e biótopos. Uma garantia de continuidade e um travão ao desenvolvimento insustentado.

A caça deve ser entendida como um recurso e uma estratégia.

Quando quiserem estender a ponte para este lado, cá estaremos para a ajudar a colocar e atravessar o fosso, experimentem…
 


BIBLIOGRAFIA A CONSULTAR:

- TODA a obra do Dr. Félix Rodríguez de LaFuente
- “Homo há setenta milhões de anos” ; Carlo Ranzi
- “PRIMITIVE HUNTERS – a search for man the hunter “ ; Jan Jelínek
- “EM BUSCA DO PASSADO” ; Lewis R. Binford
- “OS SÌMIOS CAÇADORES” ; Craig B. Stanford
- “SOBRE A CAÇA E OS TOIROS” ; José Ortega y Gasset
- “O PROFETA” ; Khalil Gibran
- “CAMBACO” I e II; José Pardal
- “MUNDJAMBA” I, II, III; Hugo Seia
- “ÀFRICA – homens e animais bravios” ; Aleixo Costa

 

 
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Comentário(s) (19)   Comentário(s) (19)    
    Esta carta é um óptimo contraponto e transmite o v    
    Excelente artigo, com o qual me identifico. Parab    
    ... pessoas com valor, está carente este bonito P    
    Exmo Sr. Eng. A. Luiz Pacheco Com uma, bem devida    
    Caro António Luiz Pacheco Depois de ler o seu int    
    Se me é permitido, subscrevo o comentário do Sr. L    
    Caro Confrade A.Luís Pacheco Como disse o Grande    
    Caro Confrade A. Luiz Pacheco, Antes de mais os m    
    Muito bem ! Espero que a revista Tribuna da Nature    
    Pelo futuro dos caçadores jovens deste pais!!Não s    
    Caro António Luiz Pacheco, Como utilizador do “    
    Olá A. Luíz Pacheco! EXCELENTE!!! Nã    
    Totalmente de acordo. Quem não se sente não é boa    
    Pela verdadeira caça e pelos verdadeiros caçadores    
    Muito Bem. Os fundamtalismos, sejam eles quais    
    Excelente ,sobre todos os pontos de vista    
    Pela caça e por o que ela verdadeiramente represen    
    Perdoai-lhes Senhor    
    Contra a Falta de verdade, Contra a Falta de rigo    
   
     
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