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Relatos de Montaria

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Montaria de Ousilhão
 

     

Autor: Alexandre Valente

28-10-2005

 

   
Começou no passado dia 15 de Outubro a 5ª edição das Montarias no concelho de Vinhais com um alargado calendário incluindo 24 eventos. A projecção que o concelho consegue desta forma deve-a aos esforços de um conjunto de Associações de Caçadores a que se juntaram algumas Juntas de Freguesia e a Câmara Municipal de Vinhais. Um exemplo a ter em conta.

Montaria – Ousilhão- Concelho de Vinhais
Data – 22 de Outubro de 2005
Organização – Câmara Municipal de Vinhais
Portas – 38
Matilhas – 4
Tiros – 4
Tempo – Encoberto / chuva
Resultado – 0 Javalis (um visto)

A montaria de Ousilhão foi a segunda do programa e levou muitos monteiros à terra onde as típicas Máscaras nasceram, Ousilhão, e que recebeu de forma irrepreensível o evento. A cozinha do Povo abriu-se, e com ela as melhores tradições gastronómicas das Terras Frias. Desde as nove e meia da manhã os monteiros pontuais tiveram oportunidade de usar as Palaçoulo para poderem degustar as alheiras e chouriças assadas, o presunto e as azeitonas, a carne assada, o tradicional pão de milho, tudo acompanhados por um bom vinho tinto. Não faltou o queijo, a marmelada e os sumos. Antes do café ainda tempo para uma sopa de alhos divinal.

Com as inscrições à muito terminadas (o sorteio pecou por tardio, já que o director da montaria foi o último a chegar, já era quase meio-dia), o Eng. Lourenço (ICN - P.N. Montesinho) deu início ao sorteio para atribuição das portas, não sem antes tecer as recomendações sobre segurança que, ainda que habituais, nunca são demais.

Os trinta e oito monteiros foram colocados nas (setenta) portas previstas e à uma menos um quarto ouviu-se finalmente o estampido do morteiro anunciando o início da montaria.

Os cães passaram várias vezes na zona da minha porta, sempre estimulados pelos matilheiros, que parece fizeram um bom trabalho; pelo menos posso garantir que não ouvi qualquer reparo ao trabalho das quatro matilhas bateram a mancha.

A chuva ameaçou desde o início da manhã, mas só caíram os primeiros pingos pouco depois das três da tarde, o que provavelmente antecipou o fim da montaria, sem comprometer contudo, parece-me, o resultado final. Quatro tiros a um javali pequeno, diz quem o viu, que escapou.

Não fui um dos bafejados pela sorte, mas pelo menos tive a sorte de ver um corço passar junto à minha porta. Tendo sido avistados pelo menos outros três, havia mais corços que javalis na mancha. O resultado da montaria foi portanto fraco, mas há uma atenuante; pois seguramente é impossível prever, com a antecedência com que o calendário foi elaborado, onde estarão os javalis no dia aprazado para os eventos. É praticamente o único preço a pagar, já que os 25 € cobrados mal chegam para cobrir as despesas com as refeições dos monteiros.

Finda a montaria tocou a reunir no Pavilhão Multiusos de Vinhais, onde às 17 horas foi servido um almoço volante. A carne à jardineira, apesar de não constar da lista de pratos típicos da gastronomia local, estava boa, mas ainda assim ouvi algumas queixas, nomeadamente porque os monteiros, cansados, não esperavam ter que se levantar para se servirem.

Valeu o facto de estar a decorrer a feira da castanha, o que permitiu provar, e adquirir, alguns dos enchidos e doces típicos de Vinhais. Não tivemos oportunidade de ver as tropelias, danças, gritos e chocalhadas dos Mascarados, mas entre outros aspectos interessantes lá estavam, nas lojinhas instaladas, algumas das máscaras usadas, outras novas, e ainda a cestaria e outros produtos do artesanato local.
 

 
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