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Relatos de Montaria

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1ª Montaria de Ervedosa
 

     

Autor: Alexandre Valente

11-11-2005

 

   
A actividade mineira no couto de Ervedosa, iniciada por volta da idade do Bronze, foi substituída por outras, entre as quais a caça, motivo que me levou lá nesse sábado. O dia não prometia, mas assim que atravessei o Marão o nevoeiro desapareceu por completo, e o dia foi mesmo soalheiro, enquanto durou. Soalheiro mas frio, pelo menos em Ervedosa, onde a temperatura não ultrapassou os 15º C.

Montaria – Ervedosa- Concelho de Vinhais
Data – 05 de Novembro de 2005
Organização – Associação de Caça e Pesca de Ervedosa
Portas – 97
Matilhas – 3
Tiros – ±20
Tempo – Sol
Resultado – 1 Javali

No largo do Cruzeiro, a partir das nove e meia, reuniu-se um grupo grande, quase uma centena (97), de homens. Não estavam ali para jogar ao fito mas antes para se inscreverem na montaria, a primeira de quatro a ter lugar este ano na freguesia.

A cozinha há muito que estava preparada para receber tanta gente. Do fumeiro saltaram para as brasas as alheiras e os chouriços, preparados a pensar nos quatro eventos em que o javali é o pólo de atracção. Excelente e abundante mata-bicho.

Para sortear as portas nada melhor que o pedestal do elegante cruzeiro. O Sr. Franclim Nascimento, director da montaria, chamou a atenção para as normas de segurança, deu instruções no sentido de se poder também atirar às raposas e iniciou o sorteio.

Os acessos à mancha eram bons e apesar do tamanho do grupo, a colocação nos postos foi rápida. A mancha a montear era bastante grande e incluía vários vales em direcção ao Tuela e à barragem de Torga. Três matilhas estavam prontas para entrar em acção, o que aconteceu por volta da uma menos dez.

A armada de que fiz parte esteve num dos extremos, a fechar a mancha. Fazendo jus à Lenga Lenga de Ervedosa, apenas as raposas saíram do rapozal, pelos menos nesta zona da mancha. Ao todo parece-me que foram quatro, uma das quais veio direitinha a mim. É um tiro difícil, sobretudo quando vem acossada por cães, numa vereda irregular em que se fartava de saltar. Alguém tem de ganhar, ganhou ela neste dia!

Tivemos a sorte de uma das matilhas entrar na extrema em que a armada estava, o que permitiu que, a meio da montaria, a armada fosse recolocada noutro extremo da mancha. Infelizmente a manobra foi em vão.

Apesar de tudo ainda se ouvi uma boa vintena de tiros até às quatro da tarde, hora a que o morteiro foi lançado para anunciar o final.

Á acreditar nas conversas, confirmadas pelo Sr. Franclim, foram vistos sete, mesmo ao final da montaria, mas o quadro de caça apenas tinha um javali pequeno; ouvi estimativas entre quarenta e oitenta quilos. Foi leiloado e rematado por 200 euros.

A única nota negativa tem a ver com as matilhas. Não que fossem incompetentes, mas como a mancha era muito grande as três matilhas acabaram por revelar-se insuficientes para bater condignamente e em tempo útil a área.

O almoço esteva excelente foi servido a bom ritmo. Uma sopa de chorar por mais, uma feijoada de fazer crescer água na boca, e uma vitela de trás da orelha. Vinho e pão com fartura.

À Associação de Caça e Pesca, à Junta de Freguesia e à Câmara Municipal de Vinhais os parabéns pela organização de mais uma, concorrida e animada, montaria ao javali na Terra Fria.
 

 
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