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Relatos de Montaria

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Montaria do Val das Dúvidas
 

     

Autor: António Inácio

31-12-2005 11:50:00

 

   
Dia 21 de Dezembro de 2005, ai vou eu, desta vez sozinho a caminho de Oriola, como é evidente, para mais uma Montaria. Como ia sem companhia, e embora goste de beber um cafezinho logo cedo, desta vez não parei na "Sónia" para beber a bica do costume, guardei a vontade para quando lá chegasse, curta amarga e quente, como é do meu agrado.

A viagem foi boa, dia bonito, assisti a mais um espectacular nascer de sol, como nesta época vem sendo hábito.

Quando me encontrava entre Portel e Oriola, toca o telefone a informar-me que afinal a concentração era num restaurante em Portel.

O nome da mancha era o "Val das Dúvidas", a organização era do Chico e do proprietário.

Companheiros do costume, um ou outro desconhecido.

Tomamos o Pequeno-almoço enquanto se aguardou pelo sorteio.

Director de Montaria botou discurso, rezou-se o Pai-nosso da praxe e deu-se início ao sorteio propriamente dito.

Retirei de cima da mesa um envelope que no seu interior, tinha um pequeno mapa que me informava que a minha porta era a nº 22.

Deslocamo-nos nas nossas viaturas até próximo da mancha, e ai fomos distribuídos pelos respectivos postores.

A minha porta era a primeira da armada.

Quando chegamos a determinado local o postor, perguntou quem era o nº 22, acusei-me, e por sua indicação desci.

Procurou a porta, procurou, mas não a encontrou, dizia que ficava num sobreiro podre, teve que desistir.

Subi novamente para a carrinha e lá mais em baixo, nova paragem, lá estava a porta 21.

Cheio de boa vontade o senhor postor dispôs-se a voltar para trás e ir comigo, para procurar-mos novamente a porta.

Disse-lhe para continuar com as outras portas, que eu logo me desenrascava.

Voltei a procurar a bendita porta, mas mais uma vez infrutiferamente.

Encontrei um local que me pareceu menos-mal, descarreguei a bagagem, coloquei a carabina a tiracolo e fui ver se encontrava a porta 23 ,e lá estava um Monteiro com o respectivo lavagante ,informei-o onde ia ficar, e para lá me desloquei.

Passado pouco tempo apercebi-me que tinham largado os cães e não demorou muito, comecei a ouvir ladras e tiros um pouco por todo o lado.

Comecei a ficar entusiasmado, mas nada.

Repentinamente o tal sexto ou sétimo (sei lá?) sentido fez-me olhar para trás, e não é que em terreno limpo, a todo o galope ia um belo porco, que deve ter passado próximo da porta 23, longe, demasiado longe para tentar o tiro, acompanhei-o com os olhos, nem pus a arma à cara, pareceu-me um belo porco.

Passaram as matilhas, regressaram as matilhas, estava feito.

Não estava convencido, com o facto de não ter-mos encontrado a porra da fita, fui procura-la, e encontrei-a, estava muito mais recuada do que o local onde o postor a procurou.

Pois é estava no sítio certo, foi lá que passou o porco, foi pena.

Abateram-se 18 porcos, nenhum navalheiro.

Reparos a fazer:

Recolha das reses um pouco demorada o que fez com que muitos monteiros se deslocassem para o restaurante antes do quadro de caça estar completo. Um dos postores colocou-se no meio da mancha, e o que me coube tinha a lição mal estudada.

O almoço estava óptimo, o vinho era bom, os doces também…

Até para a próxima.
 

 
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