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Relatos de Montaria

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Montaria Herdade do Azinhal
 

     

Autor: António Inácio

05-01-2006 11:50:00

 

   
28 de Dezembro de 2005 saída de Milfontes às 7:15, desta vez na companhia do meu amigo Oliveira, para matar uns porquinhos ao Azinhal, sítio ali próximo do Canal Caveira.

Bebeu-se um cafezinho à da "Sónia", não podia deixar de ser, que o meu amigo é doido por cafés, além disso ele é que era o condutor, portanto...

A concentração foi num restaurante no Canal caveira. Quando chegámos, já lá estavam alguns companheiros destas lides.

Reencontrei dois matilheiros, com quem este ano ainda não tinha "monteado" (Zé Eduardo e Zé Luís).

Esta montaria já foi famosa, chegou a ganhar o prémio de montaria do ano. Nesses tempos, era constituída por duas manchas, hoje só resta uma, e por sinal a mais pequena e mais fraca.

Fomos para uma sala acolhedora no interior do restaurante e exclusiva para a montaria. Aqui encontrava-se um mapa da mancha em ponto grande, uma mesa grande e central onde não faltava nada, desde os bons torresmos, do rissol ao bom presunto, bom queijo, ovos mexidos, lombo assado, etc., um espectáculo.

Quando o estômago já se encontrava satisfeito a organização (Proprietário e Aires Duarte) explicou – nos como se ia "desenrolar" a montaria. Foi nomeado um director de Montaria, que referiu os conselhos habituais, rezou-se um Pai Nosso e procedeu-se ao sorteio.

Quando chamado o meu nome, retirei duma "cesta" um papel, que mais parecia um documento importante, dobrado em jeito de envelope e devidamente "lacrado" (bonito). Abri e no interior estava escrito o nº 23.

Deslocamo-nos para a herdade, que ainda fica um pouco distante.

Fomos para próximo da mancha, descemos do reboque, havia uma escada, por sinal já um pouco em mau estado, mas muito melhor que andar aos saltos do reboque para o chão.

Ao aproximar-me da mancha reparei logo, que a mesma, ali naquela zona era muito estreita, e que também havia portas do outro lado, tinha que haver muito cuidadinho.

O meu postor colocou a porta 20, pareceu-me uma boa porta, e foi (3 porcos), na 21 ficou o Vítor, com o seu lavagante (filho), na 22 o meu amigo Oliveira que, como é hábito, tratou logo de dizer que não ficava ali a fazer nada.

A minha não me parecia nada de especial, mas só no fim é que se sabe.

Por sorte, apareceu lá uma "porquinha".

Fui ver onde ficou a porta 24, voltei para trás, preparei o material, e não demorou muito comecei a ouvir a algazarra dos cães e daqueles dois matilheiros algarvios.

Com o Zé Eduardo e o Zé Luís, como matilheiros, quase que não precisa de haver porcos, que aquilo é uma festa na mesma. São dois matilheiros com excelentes cães, trabalhadores e sempre com entusiasmo, não desistem facilmente.

Muitos tiros, muitas ladras, montaria movimentada.

O dia ainda ameaçou chuva, mas não passou disso.

Abateram-se 15 porcos, o que para 24 portas, até não esteve mal.

O navalheiro safou-se da mancha sem ser atirado. Foi visto por um Monteiro, que diz que não atirou porque punha em risco a outra porta, e o da outra porta não o viu.

São muito espertos, quem sabe se não me está destinado.

A recolha das reses pareceu-me um pouco desorganizada e como tal demorada, o que levou a que os Monteiros desistissem de esperar pelo quadro de caça e fossem para o restaurante, onde os esperava um cozido à Portuguesa.

É de referir que a mancha tinha algumas portas a mais.
 

 
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