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Relatos de Montaria

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Montaria de Lamalonga
 

     

Autor: Alexandre Valente

16-01-2006

 

   
Lamalonga é uma das freguesias do concelho de Macedo de Cavaleiros, e foi palco de uma das “Montarias no coração do nordeste Transmontano”, rivalizando assim, de forma saudável, com o vizinho concelho de Vinhais. Ficam a ganhar os monteiros portugueses, nomeadamente aqueles que aqui afluem a Trás-os-Montes à procura da caça ao javali.

Montaria – Lamalonga- Concelho de Macedo de Cavaleiros
Data – 08 de Janeiro de 2006
Organização – Junta de Freguesia de Lamalonga
Portas – 118
Matilhas – 4
Tiros – ±30
Tempo – Sol / nublado
Resultado – 3 Javalis

Os muitos monteiros, 118 para ser correcto, acorreram pontualmente a Lamalonga para a segunda montaria da freguesia. O sucesso de montarias anteriores parece ser justificação a não esquecer. O sorteio foi feito, como noutras montarias, no acto da inscrição, o que facilita o decorrer da montaria pois não se perde tempo com o sorteio após o pequeno-almoço.

Faltou a alocução inicial do director da montaria, que por muito repetitiva que seja me parece fundamental. Nunca é demais relembrar as normas de uma montaria ainda que elas não tenham sido esquecidas, como foi o caso, pois o envelope retirado aquando da inscrição tinha toda a informação que os monteiros necessitavam, incluindo um pequeno mapa da mancha, com a colocação das armadas e vias de entrada das matilhas.

O transporte estava bem organizado e a colocação nos postos foi, pareceu-me bastante rápida. Continua a não se respeitar nem o silêncio durante o transporte nem durante a montaria. No meu posto ouvi, infelizmente, vários telemóveis e várias conversas prolongadas durante a montaria. Estas observações parecem corroborar que me pareceu que os postos estavam muito (demasiado?) próximos.

Às 11 e 50 ouviu-se o sinal de início. Quatro matilhas bateram a mancha, e o seu trabalho parece-me te sido excelente. Não ouvi louvores, mas parece-me que este é um dos casos em que tal ficaria bem.

As primeiras ladras não tardaram e prolongaram-se, de forma intensa e continuada, durante a primeira meia hora. Foi o período mais intenso, e no qual se ouviram a maioria dos cerca de trinta tiros disparados.

Ao fim de duas horas e meia ouviu-se o morteiro anunciando o final do acto de caça. Continuam a ouvir-se nessa ocasião, infelizmente, muitos tiros escusados.
A recolha das reses foi rápida, chegando todas nos tractores que transportavam os monteiros que regressavam da mancha.

Infelizmente não ouve muita preocupação com o quadro de caça, constituído por três fêmeas, uma das quais pequena. Uma terá sido quase um agarre, já que foi abatida depois de encurralada pelos cães.

Nada a apontar ao pequeno-almoço que foi ao ar livre, tendo mesmo ficado surpreendido por não ter visto o tradicional néctar de Baco. No que respeita ao almoço não podemos criticar a qualidade e quantidade, mas deve dizer-se, em abono da verdade, que as condições existentes dificilmente estavam à altura para receber tão grande número de monteiros.

O tempo ajudou pois embora estivesse frio não choveu.

No final esteve presente o veterinário da CM de Macedo de Cavaleiros, numa acção de verificação do estado sanitário dos javalis. Para além do exame a alguns órgãos fez ainda colheita de amostras de outros para despiste de doenças como a peste suína e a triquinose. Uma presença que é de louvar, sobretudo quando informou que, felizmente, tais maleitas não parecem afectar as populações de javali do nordeste transmontano.
 

 
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