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Relatos de Montaria

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Montaria da Amieira
 

     

Autor: Filipe Pedroso de Lima Domingos

24-01-2006

 

   
Montaria realizada pela 2ª vez na localidade de Amieira, Concelho de Oleiros, Distrito de Castelo Branco. Esta Aldeia sofre os efeitos de todas as zonas do interior, onde para além da indústria madeireira, pouco mais existe que possa fixar os jovens, pois pese embora o esforço que certamente é feito pelas autarquias, não é possível, por razões várias, solucionar um problema de fundo como é a falta de actividades económicas que gere emprego e possa fixar os jovens.

Montaria – Amieira – Oleiros – Castelo Branco
Data – 21 de Janeiro de 2006
Organização – Junta de Freguesia da Amieira
Custo – 40,00 €
Portas – 44
Matilhas - 6
Tiros – +- 26
Tempo – Frio/Sol
Resultado – 3 Javalis

Presentemente a apicultura e a agricultura de subsistência ocupam a população residente, de faixa etária alta. Por isso todas as actividades de carácter lúdico, que atraiam gentes de fora, são sempre um bom investimento. È seguramente com esta perspectiva que a Junta de Freguesia da Amieira liderada pelo senhor José Libério, pessoa dinâmica, assume a realização destes eventos, assessorada certamente, por monteiros da terra que a diáspora também levou para fora.

A população residente terá cerca de 300 pessoas, sendo os votantes 209. Naqueles que como nós, hoje se deslocaram a esta montaria, estarão depositadas as esperanças que, devido à excelência da recepção, serão os embaixadores para que mais gente, no decorrer do ano possa visitar estes locais. Há que salientar que esta Freguesia, ao contrário de outras das zonas limítrofes, mantém o seu coberto arbóreo fora dos mapas de zonas queimadas. Este desiderato ao que me foi dito, deve-se ao trabalho de vigilância permanente na época de fogos, por viaturas de todo o terreno equipadas com depósitos de água para primeira intervenção.

Local de encontro marcado para as 8 horas no largo junto à Junta de Freguesia e capela local.

O tempo apresentava-se frio, cerca de 1 grau, que foi subindo com a chegada dos raios solares, que se mantiveram durante o dia e amenizaram mais a temperatura.

O taco com fartura foi servido ao ar livre no local de encontro com satisfação de todos.

Feita a inscrição foram sorteadas apenas 44 das 69 portas que se encontravam marcadas no terreno, pois ao que me disseram à última hora falharam alguns dos inscritos. No envelope retirado estava no seu interior o número da porta, croqui da mancha, e as normas básicas da montaria. A organização teve que reformular algumas portas, tendo ficado a mancha com os postos mais espaçados. Apesar de a segurança já estar salvaguardada, com maior espaço entre portas, esta questão da maior importância, ainda ficou mais beneficiada.

A organização incumbiu este simples escriba da responsabilidade de ser o Director da Montaria. Seguramente, que outros monteiros com mais experiência e saber, estavam presentes e que poderiam perfeitamente desempenhar esta missão que reputo da maior importância.

Tendo presente o exemplo do nosso confrade António Pacheco que já tenho presenciado nesta responsabilidade, procurei fazer o melhor que sei.

Saída com ordem razoável das armadas para a mancha por ordem de colocação.

Morteiro lançado montaria começada.

Na mancha eram visíveis os sinais dos bichos que nos tinham levado lá. As ladras e os respectivos tiros foram-se sucedendo praticamente até ao morteiro de final da montaria.

Recolha dos monteiros em boa ordem e com a celeridade possível.

No final foram presentes 2 porcas razoáveis, estando infelizmente uma prenha, tendo sido inspeccionadas pelo Veterinário que colocou o selo. O terceiro pela dificuldade só amanhã provavelmente será retirado. Uma das porcas tinha um laço em aço numa das mãos, o que quer dizer que tinha sobrevivido a uma das armadilhas a que infelizmente estão sujeitas durante todo o ano, aqui e em todos os locais de um modo geral por esse País fora. È pena que assim seja e todos nós devemos lutar para que acabe de vez.

Poder-se-ia ter abatido mais 3 ou 4 porcos que foram errados e, mais 2 ou 3 que passaram sem ser atirados, o que quer dizer que a sustentabilidade está garantida.

Em seguida fomos para Oleiros sede do Concelho, que fica a cerca de 10 km, onde nos esperava um bom almoço no restaurante D. Urraca.

As matilhas presentes parece-me que desempenharam a contento a sua missão, embora uma zona ou outra pudesse ter sido melhor batida.

Como nota final temos que dar os parabéns de incentivo à Organização que tudo fez para que os presentes ficassem satisfeitos e com vontade de lá voltar. Pela nossa parte é o que acontece.

 

 
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