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Relatos de Montaria

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Montaria de Monte Carvalho
 

     

Autor: Filipe Pedroso de Lima Domingos

02-02-2006

 

   
Montaria marcada por coincidência para o dia que vai ficar na história, já que nevou em zonas onde a neve, ou nunca tinha caído, ou já não caía há 50 anos e mais. Pois também em Portalegre na serra de S. Mamede e nas suas faldas também nevou. Embora nesta zona não seja uma novidade, bem pelo contrário, o que é facto é que caiu com grande intensidade, tornando a paisagem toda branca e muito bonita.

Montaria – Monte Carvalho – Portalegre
Mancha – Cancho dos Altos
Data – 29 de Janeiro de 2006
Organização – Associação de Caçadores do Monte Carvalho
Portas – 90
Matilhas - 10
Tiros – +- 30
Tempo – Neve/Muito Frio
Resultado – 5 Javalis (2 navalheiros)

A temperatura estava com toda a certeza negativa, mantendo-se assim praticamente todo o dia, o que tornou difícil a presença nas portas.

A partir das 8 horas os monteiros foram aparecendo na sede do clube local em Monte Carvalho, pequena localidade a cerca de 6 km de Portalegre. No acto da inscrição conferência de documentos e respectivo pagamento, era retirado o envelope com indicação do nº da porta e do postor. Num placard exposto encontrava-se o desenho da mancha e a colocação das portas na mesma. Pessoalmente gosto de ter o desenho num croqui para analisar a colocação das portas com mais pormenor, o que até nem é difícil de se conseguir fazer.

O Convívio entre os participantes foi-se desenvolvendo no largo fronteiro à sede do Clube, onde também foi servido o taco suficiente, já que o espaço dentro da sede era pequeno para todos.

Após os estômagos estarem recompostos, começaram a sair as armadas, havendo poucas viaturas para o efeito, tendo-se recorrido às viaturas de alguns para colmatar esta falha na logística. Colocados nas portas iniciou-se a montaria.

Em toda a mancha as temperaturas estavam muito baixas, com vento forte do norte e, em algumas portas a neve era uma presença em força. Foi difícil suportar as cerca de duas horas e trinta nestas condições.

Os tiros e as ladras aconteceram até mesmo ao fim, tendo constatado que as matilhas no regresso, pelo menos na minha zona, levantaram mais porcos do que na ida.

Regresso para a sede do Clube onde o almoço ia ser servido. O espaço como já disse anteriormente era pequeno para tanta gente, pelo que ficou tudo a “monte” e uns esperavam que os outros saíssem após almoçarem. Parece-me que há que criar melhores condições para estes eventos, já que se sabe previamente o número de presenças e quem vem espera melhor. Uma aspecto que a organização terá que melhorar, pois nestes moldes é difícil as pessoas ficarem satisfeitas e com vontade de voltar, apesar da zona ser excelente de porcos, como se sabe.

Depois do almoço suficiente, no largo já se encontrava o quadro de caça, com duas boas porcas, um porco médio que foi agarrado pelos cães e dois bons navalheiros. Um deles então era de facto excelente. Pelas conversas fiquei com a ideia que alguns porcos foram bem errados.

As matilhas parece-me que desempenharam a sua missão, sem reparos de maior.

Estou convicto que as condições quase extremas do tempo, afastaram os porcos das zonas mais batidas pelo vento frio, pois o terreno tinha fossadas recentes em tudo que era sítio. Em condições normais seguramente que o quadro de caça estaria bem mais composto.

Apesar dos aspectos atrás referidos que correram menos bem, devemos salientar que os elementos da organização foram simpáticos, solícitos e dentro das condições existentes procuraram fazer o melhor possível. Certamente que para a próxima alguns aspectos serão melhorados.
 

 
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