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Montaria de Alvaiázere, 2006-01-21
 

     

Autor: Alexandre Valente

07-02-2006

 

   
Apesar dos inegáveis factos, 70% da floresta dos concelhos da região centro destruída pelos incêndios, não me parece adequada a suspensão do programa das Montarias do Centro. A prová-lo estão as montarias realizadas, como esta em Alvaiázere, e as ainda programadas para a corrente época. Mais teria valido fazer um programa menos ambicioso para esta época venatória do que interromper um evento com tantos pergaminhos. O pequeno número de montarias na região centro desta época pode provavelmente explicar também o grande número (120) de monteiros presente.

Montaria – Alvaiázere
Data – 21 de Janeiro de 2006
Organização – Clube de Caçadores de Alvaiázere, Câmara Municipal e Região do Turismo do Centro
Portas – 120
Matilhas – 9
Tiros – ±25
Tempo – Soalheiro
Resultado – 4 Javalis
Custo – 50€

A concentração foi na sede do Clube, situada em zona privilegiada para apreciar uma vista sobre Alvaiázere. Apenas a hora da concentração estava correcta no panfleto de divulgação do evento, que de resto não passou de uma fraca previsão do programa da montaria. A organização pecou ainda pela total ausência de informações sobre o evento; nem um único mapa da mancha, nem informações sobre o número de matilhas e o plano da acção.

O director da montaria foi José Manuel Alves, presidente da Região de Turismo do Centro, que fez um excelente discurso aos monteiros, em que nada faltou dizer, e está por isso de parabéns. Seguiu-se o sorteio, que correu em bom ritmo, tendo algumas portas sido destinadas apenas às carabinas.

A colocação dos monteiros na mancha foi bem organizada mas revelou-se desleixada em alguns pormenores. Uma camioneta de caixa aberta foi utilizada para o transporte de meia dúzia de monteiros, enquanto que o transporte que me tocou (uma “pick-up” de caixa aberta a dever uma visita demorada à oficina) levou mais de 12 monteiros, qual sardinha em lata, e por pouco não ficou atascada na estrada de acesso à mancha. O postor que calhou à armada em que fui incluído nem sequer sabia bem qual era a posição da armada, o que nos obrigou a entrar e sair da mancha num sítio que não o que nos era destinado; uma fonte de perturbação desnecessária e que pode ter tido efeitos no resultado da montaria.

A meteorologia ajudou a montaria com um dia magnífico em luminosidade e temperatura. As matilhas entraram na mancha ao meio-dia e trabalharam até cerca das quatro da tarde, um trabalho que me pareceu bem coordenado, embora não tenha ouvido grandes ladras. O custo associado a um tão grande número de matilhas, nove no total, pareceu ser bem pago. Os poucos tiros que ouvi, cerca de vinte e cinco, traduziram-se em quatro reses abatidas, mas outras foram vistas na mancha. Na travessa onde estava a armada que me incluiu, foram vistos pelo menos mais quatro reses.

O pequeno-almoço foi bem servido e o almoço, uma bela feijoada, alegrou os monteiros que não tiveram a sorte de poder atirar a um javali.
 

 
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