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Relatos de Montaria

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Montaria na Serra do Mendro
 

     

Autor: António Inácio

14-02-2006 11:30:00

 

   
8 de Fevereiro, mais uma montaria, desta vez para não variar muito na zona da Vidigueira, concretamente na Serra do Mendro. Fui com o meu filho e com o Oliveira. Havia alguma expectativa relativamente a esta montaria, pois desconhecíamos a mancha, assim como a organização (Explocaça Lda.), as portas foram reservadas pelo amigo Ameixa.

Há hora combinada (8,30), estávamos no local da concentração, que era ao ar livre, já lá estava uma matilha conhecida, assim como alguns monteiros da "nossa praça".

Disse para os meus companheiros:
Ele que cá estão é porque desconfiam que há aqui porcos.

Perguntamos a um conhecido se desconfiava de alguma coisa, ele torceu a "venta" e disse que não, pior, pensei eu…

O Matilheiro informou-nos que há uns bons anos atrás, havia ali muito porco.

Excelente tempo, sol, um pouco de frio, sem vento, se assim não tivesse sido não sei onde teria sido a concentração.

Enquanto a organização foi montando as mesas, máquina de café etc., foi chegando gente e mais gente, comecei a achar muita porta, mas…

Perguntei ao organizador do evento, quantas portas eram e quantos hectares tinha a mancha.

Só me respondeu relativamente às portas, dizendo que eram 39, mais duas travessas… quer dizer, totalizavam 52.

Entretanto a mesa estava posta, havia vinho, sumos, café, queijo, fiambre e uns bolinhos, nada de especial, mas nós íamos era para caçar.

Quando a maioria dos presentes começaram a ficar "saciados" com o pequeno-almoço, fomos tratar da confirmação da inscrição, respectivo pagamento e retiravam-se logo as portas. Não gosto do método, mas parece haver quem goste, pois utiliza-se em muitos locais.

Ainda voltando ao sorteio, geralmente um Monteiro retirava as portas por grupos e como os "envelopes" não tinham sido baralhados, o que aconteceu é que salvo algumas excepções, ficava-se por grupos.

Cada Monteiro ficou com um mapa onde estavam sinalizadas as portas, anexo ao mapa vinha um cartão fazendo lembrar os mais esquecidos, que dia 14 é o dia dos namorados (original, e até bonito), e desejando as boas vindas.

O organizador (Sr. Manuel) resolveu botar discurso, principalmente para fazer publicidade a uma montaria a realizar na próxima semana.

Enquanto o discurso decorria, aproximou-se de mim um Monteiro, que perguntou como me chamava, após a minha resposta disse que se chamava Gilberto Pinelas, seguiu-se aperto de mão, e não mais quisemos saber do discurso dedo Sr. Manuel, ficamos os dois na conversa, esperas, montarias, armas, tínhamos tanto para falar.

Mas os Organizadores tratavam de chamar a porta 34 e o dono da mesma estava desejando que aquilo demorasse mais um pouco, mas estava difícil, que chatos não paravam de chamar o Gilberto e ele pareceu-me que de má vontade lá foi, e eu também desejando que a coisa demorasse mais um pouco.

Tem que ser, logo pomos a conversa em dia durante o almoço.

Disse cá para comigo, só para conhecer o Gilberto, já valeu a pena cá ter vindo.

Não havia carros para transportar os monteiros, os postores não se sabia bem quem eram, em resumo, uma "salganhada" muito grande.

A maior parte dos monteiros foram por grupos nos respectivos carros o que ajudou os animais, pois ficaram quase todos informados que ia acontecer qualquer coisa de especial ali na serra.

No meu grupo iam mais de uma dúzia de jipes e carrinhas, os da minha travessa ficamos à espera que o sr. Manuel fosse colocar umas portas e voltasse para nos colocar a nós.

Aguardamos, comentamos da organização, vimos umas cervas aproveitarem a oportunidade e abandonarem a mancha, e quando estávamos já a pensar que o Sr. Manuel se tinha esquecido de nós, eis que aparece, e finalmente, ai vamos nós para as portas.

Estávamos na travessa B, as portas estavam razoáveis e até tinham bom aspecto, isto prometia.

Esperamos, esperamos e desesperamos e os cães não apareciam. Soubemos mais tarde que os mesmos foram largados fora da mancha. Como os javalis já estavam avisados, claro que não foram para a mancha, foram no sentido oposto, e os cães em sua perseguição. O resultado não foi bom, um foi atropelado mortalmente no ip2, e ainda podia ter sido pior.

Só depois de tudo isto (2horas e 20 depois) é que foram para a mancha, onde estavam os Monteiros.

Ouviram-se uns tiros, umas ladras, os matilheiros passaram e voltaram.

Depois começou o tiroteio, penso, que daqueles, que não vão a mais montarias esta época, e como não querem guardar balas dum ano para o outro, aproveitaram para alvejar as armas.

Quando achei que aquilo estava de resto disse ao companheiro da porta nove que era o Oliveira, que o melhor era irmos andando, ele não achou jeito e perguntou se não nos vinham buscar.

Disse-lhe para tirar o cavalinho da chuva e começar-mos a marcha, assim foi, fomos "levando" as outras portas, falando dum javali que ali tinha passado, e continuado, até que chegamos ao jeep.

Chegamos ao local da concentração e esperava-nos um porco assado, cortado às fatias finas, estava bom.

O pessoal foi chegando, ninguém tinha ficado ferido.

Estavam à vista seis javalis, três tinham sido agarrados, mas parece que outros já estavam nas bagageiras dos carros (era mata – pendura).

Uma senhora que fazia parte da organização, não concordava com as criticas que foram feitas ao evento, e segundo ela tudo tinha corrido como previsto e não tínhamos nada que criticar.

O amigo Gilberto bem tentou, mas parece-me que não serviu de nada.

Pela parte que me diz respeito, com aquela organização, só enganado é que lá volto ou então se não houver mais ninguém que faça montarias.
 

 
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