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Relatos de Montaria

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Montaria de Travanca, 2006-02-04
 

     

Autor: Alexandre Valente

16-02-2006

 

   
É já em pleno Parque Natural de Montesinho que se situa a freguesia de Travanca, localidade onde decorreu mais uma das montarias do concelho de Vinhais.

Montaria – Travanca, Vinhais
Data – 04 de Fevereiro de 2006
Organização – Associação de Caçadores da Coroa de Cima, Associação e Caçadores da Coroa de Baixo e Junta de Freguesia de Travanca
Portas – 120
Matilhas – 4
Tiros – ± 90
Tempo – Soalheiro
Resultado – 8 Javalis, dois navalheiros
Custo – 25 €

Tal como me haviam informado as inscrições iniciaram-se pelas 9h 30m, e foram seguidas do tradicional pequeno-almoço, que nestas terras não podia deixar de incluir os produtos do fumeiro (presunto, alheiras e chouriças), que aliás vão ter festa rija no próximo fim-de-semana.

Não havia qualquer cartaz com o horário previsto nem qualquer mapa da mancha a montear; ainda perguntei, não fosse estar colocado em algum sítio menos visível, mas não, simplesmente não havia.

E tal como em relação ao cartaz, não havia nem ninguém da organização se preocupou em dar qualquer informação sobre o evento.

Assim, e após o pequeno-almoço, seguiu-se uma longa espera, que mais parecia interminável, interrompida já depois das onze e meia, quando a organização resolveu proceder ao sorteio. A colocação dos 120 monteiros foi rápida, mas como a mancha ainda era longe só por volta das 13 h e 10 minutos se fez ouvir o tradicional morteiro a anunciar o início da montaria.

Quatro matilhas bateram a zona à procura dos javalis, e as ladras rapidamente se fizeram escutar. Uma rês proporcionou um agarre aos matilheiros, mas as restantes sete foram abatidas pelos monteiros. Uma boa taxa de sucesso pois cobraram-se oito reses com cerca de noventa tiros.

Algumas zonas da mancha, em especial as mais altas, pareceu-me terem ficado por bater. Alguns monteiros sugeriam, no final, que o número de matilhas deveria ter sido maior.

No final, muitos tiros para o ar continuam a fazer-se ouvir, o que pode dificultar a recolha das matilhas ao excitar os cães que pensam tratar-se da presença de algum javali.

A recolha dos monteiros foi feita a bom ritmo, mas as reses tardaram em chegar.

Só já depois de iniciado o almoço alguém se lembrou de organizar o quadro de caça, que bem merecia alguma dignidade face ao bom resultado obtido, um dos melhores que pude presenciar esta época na região.

No final ainda a tradicional presença de uma veterinária para recolha de tecidos para análise e despiste de doenças.
 

 
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