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2º Convívio Nacional do Perdigueiro Português
 

     

Autor: Alexandre Valente

18-04-2006 11:00:00

 

   
Rui Oliveira/Aba
   
André Verde/Bali e o juíz Ricardo Carvalho
   
Carla Peixoto/Fox e os juízes Marques Pereira e Paulo Machado
   
E o motor deste 2º Convívio, Rui Mota com o Pirata e Luís Fonseca presidente da APP e o juíz Carlos
   
A Associação do Perdigueiro Português (APP) levou a cabo mais uma iniciativa, desta feita o 2º Convívio Nacional do Perdigueiro Português, que decorreu em Paredes de Coura, nos passados dias 1 e 2 de Abril de 2006.

A primeira sessão, que decorreu na Biblioteca da Câmara Municipal de Paredes de Coura, contou com a presença de mais de uma vintena de nortenhos, entre os quais se contavam essencialmente caçadores e potenciais interessados no Perdigueiro Português como companheiro de caça.

Inteiramente dedicada à morfologia e funcionalidade do Perdigueiro Português, o nosso cão de parar, nesta sessão as intervenções estiveram a cargo de Luís Carlos Fonseca e de José António Marques Pereira, ambos membros da direcção da APP.

O Perdigueiro Português atravessa actualmente uma fase menos favorável em termos de utilização pelos caçadores. Tal resulta, em grande parte, do enorme investimento feito noutras raças, comparativamente com o feito no nosso perdigueiro, e ainda pela constatação, não menos importante, de um número de registos muito baixo, ao contrário do que acontece com as outras raças de cães de parar.

E se o longo e excelente trabalho de selecção e preparação, efectuado nos países de origem de outras raças, permitiram que elas atingissem actualmente um patamar muito alto de qualidade; verifica-se que este é aproveitado, obviamente por todos os que procuram o lucro e o sucesso fácil.

 

Carla Peixoto em prova

 


De entre o reduzido número de exemplares de Perdigueiro Português registados, um ainda menor número de exemplares é preparado para as provas de alta competição de cães de parar, o que torna demorado o processo de selecção e de desenvolvimento da raça e a sua adaptação às características actualmente procuradas num cão de parar.

DVD sobre o Perdigueiro Português
Os presentes tiveram ainda a oportunidade de verem um excelente filme vídeo, em fase final de preparação, da responsabilidade da APP, e que em breve se poderá encontrar à venda num atraente DVD.

Seguiu-se um almoço de confraternização, no BarBaçasBar, o­nde para além da discussão sobre o Perdigueiro Português, e dos esclarecimentos adicionais que os participantes puderam obter, na sequência das palestras e do filme, todos se deliciaram com as múltiplas “estórias” de caça dos perdigueiros, e de outros cães de caça, com que todos fomos brindados.

A tarde foi passada no campo, nos terrenos da zona de caça associativa da Associação de Caçadores da Boalhosa. Para além de se poderem observar os muitos exemplares de Perdigueiro Português, que os proprietários quiseram exibir, foram feitas algumas demonstrações práticas dos variados graus de ensino do cão de parar. Vários exemplares, de diferentes idades, e em diferentes graus de ensino, puderam revelar os níveis de obediência ao caçador e a desenvoltura e dimensão da sua busca no terreno. Seguiram-se as demonstrações que mais eram esperadas, aquelas em que a presença da perdiz vermelha verdadeiramente desafia as capacidades do Perdigueiro Português. Apesar do tempo não ajudar, pois o vento estava demasiado forte, os perdigueiros não deixaram a sua fama por mãos alheias e todas as perdizes colocadas no terreno foram detectadas, e depois levantadas para culminar os lances.

Esta sessão conseguiu, mais uma vez, surpreender-me.

Ainda tenho, apesar de tudo, dificuldade em acreditar que alguns caçadores bem mais velhos do que eu, leia-se com muito mais anos de experiência do que eu, alguns dos quais adeptos incondicionais da caça à perdiz vermelha, à codorniz ou, mais recentemente, ao faisão, fiquem deslumbrados com o trabalho de um cão perdigueiro.

Muitos têm ainda dificuldade em conceber que um cão, aparentemente igualzinho ao que têm lá em casa, não só é capaz de parar quando encontra as emanações de uma perdiz no monte, como ainda é capaz de esperar que o caçador se aproxime, e lhe dê o prazer de a ver levantar, o tempo para lhe dar o tiro para a abater, e ainda a delícia de ver partir o cão para a cobrar e lha trazer à mão.

Prova de Santo Huberto
E se a sessão de demonstração que decorreu no sábado os poderia ter deixado em dúvida os mais incrédulos, se calhar só os perdigueiros treinados pelos grandes especialistas o fazem e bem, já a prova de Santo Huberto de Domingo serviu para desmistificar isso mesmo, e mostrar aos que ainda tivessem dúvidas, que qualquer caçador pode, com um mínimo de preparação, treinar um cão perdigueiro de modo a fazer um figurão ao pé dos seus confrades caçadores.

Os resultados da prova de Santo Huberto poderiam pois parecer o menos importante da sessão de Domingo, mas há que fazer justiça aos participantes. Apresentaram-se doze duplas, que foram julgadas pelos juízes Paulo Machado e Carlos Figueira (série A) e António Marques Pereira e Ricardo Carvalho (série B). Os duas duplas vencedoras de cada série foram Rui Oliveira / Aba (PPF) e André Verde / Bali (PPM). Na barrage final, julgada pelo Presidente da APP, Luís Fonseca, venceu a dupla Rui Oliveira / Aba.

Na categoria Senhoras venceu a dupla Carla Peixoto / Fox (PPM), que se exibiu ao excelente nível a que já nos habituou.

De salientar que nesta prova foi utilizado pela primeira vez o regulamento de provas de Santo Huberto para Perdigueiro Português proposto pela APP. Neste regulamento é de saudar a maior importância dada ao cão de parar, e a avaliação dos conhecimentos do caçador que usa cão de parar.

Almoço excelente servido na sede da Associação de Caçadores da Boalhosa, com um único mas delicioso prato – javali estufado e acompanhado com batata cozida, acompanhado pelos verdes regionais, ou dos maduros menos tradicionais. Ninguém se queixou da qualidade ou quantidade.

A laia de saldo, um convívio que dignificou a caça, fortaleceu a importância do Perdigueiro Português na caça à perdiz vermelha, e seguramente granjeou novos adeptos para a raça.

Até já Perdigueiro Português.


 Foto família do 2º Convívio Nacional do Perdigueiro Português, em Paredes de Coura, a e 2 de Abril de 2006

 

 
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