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Relatos de Montaria

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Montaria de Penhas Juntas
 

     

Autor: Alexandre Valente

22-04-2006

 

   
Penhas Juntas estendeu, à chegada dos monteiros, não o tradicional vermelho que se deve a visitas importantes mas um imaculado tapete branco de neve. E com ele, ofereceu um dia muito frio mas com a espectacular beleza que a neve transmite.

Montaria – Penhas Juntas
Data – 25 de Fevereiro de 2006
Organização – Federação de Caçadores Transmontanos e Durienses, Clube de Caça e Pesca de Bragança e Junta de Freguesia de Penhas Juntas e Parâmio
Portas / Monteiros – 125 / 100
Matilhas – 5
Tiros – poucos
Tempo – Muito frio, com muita neve e chuviscos
Resultado – Nenhum javali abatido
Custo – 50€

Mas já na viagem desde Campo de Vales até ao coração transmontano tinha havido sinais importantes. O Alto do Velão estava já com neve e os primeiros quilómetros da descida em direcção a Vila Real foram feitos sob uma queda de neve intensa, ao ponto de já ser necessária a ajuda do limpa-neve para manter o IP4 transitável. Mas a viagem continua depois debaixo de chuva contínua, até Agrochão, de novo substituída pela neve.

Muito poucos monteiros estavam no ponto de encontro às nove e meia. Veio-se a saber que estavam bloqueados pela neve num dos acessos a Penhas Juntas.

O desenrolar do programa ressentiu-se pois chegada da neve. O pequeno-almoço foi mesmo servido antes das inscrições, pois a organização necessitou de algum tempo para analisar a situação e adaptar a montaria à situação meteorológica e à redução no número previsto de monteiros, já que muitos, em especial transmontanos, recearam que a neve impedisse a concretização do evento. As inscrições e sorteio foram efectuados da forma mais breve possível, mas atendendo a que se iniciaram ao meio-dia, não admira que a montaria começasse já um pouco tarde. Faltou, e desta vez fez muita falta, lembrar a conducta correcta de dum monteiro. Mais cinco minutos não teriam feito qualquer diferença antes da partida, e evitariam talvez algumas das lamentáveis cenas que continuam a ocorrer.

O transporte estava organizado, mas alguns monteiros insistiram em levar as viaturas próprias, o que trás confusão e ruído adicional durante a colocação dos monteiros. A falta de conforto dos meios utilizados e a sua inadequação à forma física de alguns monteiros, talvez devessem fazer as organizações repensarem este aspecto. Para além do transporte, pude ainda constatar no meu posto, que alguns monteiros se deslocavam apeados e, pior, na conversa e na risota, sem qualquer respeito pelos confrades e seus postos de caça. Muita conversa ainda durante a montaria, telefonemas, um pouco de tudo o que possam imaginar. Lamentável, é o único comentário possível.

À uma e um quarto da tarde estava já eu em acto de caça, mas tardou ainda quinze minutos o rebentamento do morteiro habitual. Apercebi-me de poucas ladras mas as poucas que ouvi foram bem perto de mim. E era também da mesma zona que estavam acamados alguns javalis. Não tive a sorte de ver nenhum passar ali perto, nem tampouco ouvi muitos tiros.

Resultado desta montaria, que constituiu o fecho de época para mim, foi fraco. Nenhum javali abatido, apesar de terem sido levantados pelas cinco matilhas pelo menos quatro porcos na zona onde estive.

Às quatro e meia de novo o morteiro, seguido de uma recolha dos monteiros, rápida, e o regresso ao ponto de encontro para o almoço. Não quis ficar para o almoço, por causa do efeito que o mau tempo poderia ter na estrada.

No entanto, e à despedida dos monteiros, Penhas Juntas acenou com um vasto lenço branco.
 

 
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